Indústria calçadista no caminho da recuperação dos empregos

   A indústria calçadista do RS teve um dos piores desempenhos no que diz respeito ao mercado de trabalho no ano de 2018. Conforme dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, foram fechados 3.822 postos de trabalho com carteira assinada. Informações da Inteligência de Mercado da Abicalçados, que incluem ainda ateliês e fabricantes de partes do calçado, dão conta da extinção de 5.567 vagas. Na contramão, o Rio Grande do Sul teve o primeiro saldo positivo após três anos, ao criar 20.249 vagas.

   Para o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas, Joel Brando Klippel, o otimismo nacional em relação às mudanças sócio-econômicas, o crescimento sobretudo no último trimestre do varejo, aliado à alta eficiência e qualidade dos profissionais gaúchos são fatores que permitem ao dirigente dizer que as demissões serão revertidas em admissões. “Porém, em ritmo menor que o necessário, pois com a carga tributária do RS sendo a maior do País, em média 10%, nos cria enormes dificuldades de competição”, acrescenta Klippel.

Conheça os projetos de Klippel para a nova gestão do SICTC

Aos 40 anos, o empreendedor do setor de componentes Joel Brando Klippel já tem planos bem definidos para que o Sindicato continue crescendo e apoiando o empresariado local. O novo presidente da entidade seguirá na defesa do ICMS igual para todos e antecipa um projeto na área ambiental que beneficiará a todos. Confira:

 

O que o industrial calçadista pode esperar de 2019?
Fatos políticos recentes, envolvendo as eleições, nos motivam a acreditar que um período positivo se aproxima. O setor ficou bastante fragilizado nos últimos anos, mas existe uma sinalização de mudança que nos deixa animados.

Que mudanças seriam estas?
As promessas dos novos governos (estadual e federal) de reduzirem as despesas públicas, a estabilidade do dólar desde a eleição e do cenário econômico em si… Tudo isso deve gerar novos investimentos e alavancar negócios. Se o consumo das famílias brasileiras voltar a crescer, é possível que até empregos no setor calçadista sejam recuperados, pois o mercado sente os reflexos rapidamente. As fábricas de Três Coroas estão com estrutura ociosa e o prazo de entrega está cada vez mais curto, ou seja, se as vendas aumentarem,
haverá urgente necessidade de empregar.

Que assunto estará no topo das suas preocupações neste primeiro ano de gestão?
A bandeira da próxima gestão será pleitear a equiparação da carga tributária do Rio Grande do Sul com outros estados. Acreditamos que esta igualdade é fundamental para as empresas, por isso vamos priorizar o movimento ICMS igual para todos.

E no setor ambiental, alguma novidade prevista?
Sim! Uma parceria com uma empresa que fará investimentos para a geração de energia elétrica de forma sustentável já está em andamento. Ela será instalada em Araricá e produzirá energia a partir da queima de resíduos como restos de sintéticos e palmilhas. O projeto já está em uma fase bem avançada para iniciar a operação, finalizando as licenças ambientais. Estará a pleno em 2020, quando irá consumir 40 toneladas de resíduos por dia, beneficiando a cadeia calçadista da região.

Como ficará o apoio às feiras realizadas pela Merkator?
Deve seguir e a principal mudança será o fortalecimento da feira 40 Graus, no Nordeste. Com novo conceito, parceria com feiras locais e mudança para João Pessoa/PB, ela deve ganhar muito mais força.

Os projetos de responsabilidade social terão seguimento?
Queremos dar continuidade a todos eles. Também iremos oferecer mais cursos de qualificação profissional, sendo que já estamos em contato com três instituições de ensino. Serão cursos rápidos, na área produtiva, ministrados no próprio Sindicato à noite.

Há mais alguma novidade prevista?
Também queremos ampliar os serviços oferecidos para empresas de componentes e de pré-fabricados. Vamos criar departamentos específicos para orientar estes segmentos, principalmente nas áreas de consultoria ambiental e jurídica. Empresas pequenas são muito carentes destes serviços.

Ações garantem um Natal mais feliz para centenas de crianças

O SICTC tem, entre suas prioridades, o bem-estar da comunidade em que está inserido. Para cumprir este importante papel, promoveu diferentes ações para tornar o Natal de centenas de crianças de Três Coroas mais feliz. Durante jantar de posse da nova diretoria da entidade, realizado em 29 de dezembro, sugeriu aos convidados que trouxessem brinquedos. Todos entraram no clima natalino e foi possível arrecadar em torno de 80 presentes, entregues aos alunos da Apae de Três Coroas no dia 11 de dezembro. No dia 12, outras dez crianças atendidas pelo Cras foram beneficiadas. Sábado, 15, foi a vez do Papai Noel distribuir 700 kits de doces para crianças de seis localidades carentes da cidade. Fica nosso agradecimento especial aos papais noéis do Pi Lanches e Cepas Martinho.

Este slideshow necessita de JavaScript.

Nova presidência do SICTC assume em janeiro de 2019

O ano de 2019 começa com novidades na direção do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas. Werner Arthur Müller Júnior deixa a presidência para dar lugar a Joel Brando Klippel. O jantar de posse ocorreu dia 29 de novembro, quando a nova diretoria foi apresentada aos associados. Confira, a seguir, como fica a equipe para a gestão 2019-2021.

Presidente: Joel Brando Klippel

1º vice-presidente: João Batista Vargas de Souza

2º vice-presidente: Ana Paula Breyer Roldo

Secretário: Milton Steffen

2º secretário: Arcelino Brocker

Tesoureiro: Márcio Port dos Santos

2º tesoureiro: Flávio Ellwanger

 

Suplentes

Lauri Joãosinho Sander

José Ricardo Machado de Abreu Pinto

Célcio Cecconello Furlanetto

Fábio Agusto Spohr

 

Conselho Fiscal

Cleonice Aparecida Idalino Sobrinho

Jocelaine Ellwanger

Rogério Marcos Anastácio

 

Suplentes

Antônio Slovinschi de Moraes

Edi Berti

 

Delegados representantes junto à Fiergs

João Batista Vargas de Souza

Joel Brando Klippel

 

Suplentes

Werner Arthur Müller Júnior

Orceni Jorge Bernardi

 

Conselho de Administração

Orceni Jorge Bernardi

Analdo Slovinski Moraes

Werner Arthur Müller Júnior

Nilson Erineu Spohr

Rogério Darci Müller

Projeto “Eu fiz seu calçado” em Três Coroas

👠 DIA DO SAPATEIRO! 👢
Neste 25 de outubro comemora-se o Dia do Sapateiro. E, para celebrar estes profissionais, começa hoje a série “Eu fiz seu calçado”.

Giovani Mapelli: 40 anos dedicados ao calçado.
Como o maestro é, para um orquestra, o responsável por coordenar o ritmo de uma apresentação, Giovani Mapelli, 53 anos, é, para a Werner Calçados, quem dá o tom de todos processos que envolvem a produção de um sapato. “Eu programo e faturo”, resume o gerente industrial, esbanjando simpatia e disposição de quem, há 40 anos, vive entre as esteiras. Sua história na Werner começou aos 13 anos, na montagem, mas seu sonho, mesmo, era ser contramestre. Se achava pequeno demais para grandes responsabilidades. Com o calçado correndo em suas veias, hoje foca em deixar um legado aos jovens que iniciam no ofício. Assista ao vídeo de Mapelli em nossa fanpage:
https://www.facebook.com/trescoroasshoes/videos/2176292889069796/.

Três Coroas forma mais 28 jovens aprendizes

 

A noite de 18 de outubro foi especial para 28 alunos do Curso de Trabalhador Aprendiz na Confecção de Calçados que concluíram sua qualificação em Três Coroas/RS.

Iniciativa do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes Para Calçados de Três Coroas, em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados, Componentes Para Calçados e Vestuário de Três Coroas, SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial e Prefeitura Municipal, o Projeto Trabalhador Aprendiz funciona na sede da Escola de Sapateiros.

Este programa iniciou em 2011 e já alçamos o número de 337 formados. Atualmente, neste programa, frequentam as aulas na Escola de Sapateiros 46 adolescentes com idades entre 14 e 16 anos e há previsão de início de mais duas turmas com 50 aprendizes. Sendo que os alunos são contratados pelas empresas associadas ao Sindicato, tem a carteira assinada e recebem uma bolsa/salário para fazer o curso que tem duração de 800 horas.