“Um novo caminho para os empresários”

Vicente

Por Paulo Vicente Bender 

Presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Dois Irmãos e da Bahia 

“O decreto traz um novo caminho para os empresários, no sentido de pensar em investimentos. Recebi a visita de empresários que estavam cogitando mudar suas unidades produtivas para a Bahia. Como os incentivos oferecidos para as empresas ainda está ampliado para até 2032, ainda é interessante. Seja pelo incentivo, como também pela facilidade da mão de obra. O projeto deles é agressivo. Estive, em final de outubro, com o superintendente da Secretaria de Desenvolvimento da Bahia, que esteve em visita no Sul, para buscar agora não só fábricas de calçados, como também de componentes. Eles querem criar o cluster que temos aqui. Eu acredito que, com a agilidade com que foi ajustado o modelo tributário do Estado do RS, a partir deste decreto, penso que este assédio deve parar. Agora, podemos pensar em voltar a investir. Nós da Carrano estamos repensando o tamanho de nossa fábrica em Dois Irmãos. Já tivemos quase 1,6 mil funcionários e hoje são 800. Na unidade em Santa Maria do Herval, em torno de 200. Nossa diretoria está repensando os investimentos no Estado da Bahia. O sapato mais caro do Brasil é o do RS e, com o decreto, isso pode mudar”.

“Trata-se de um pacto setorial cooperativo”

Eduardo (2)

Por Eduardo Leite 

Governador do Estado do RS 

“Estamos garantindo redução de impostos, o que vai ajudar a viabilizar melhores condições de competitividade. São benefícios fiscais concedidos já por outros Estados e nós não vamos ficar aqui assistindo a isso e atraindo negócios gaúchos para os quais somos vocacionados. Queremos que fiquem aqui e, mais do que isso, sejam estimulados a gerarem mais empregos, novos negócios, mais renda, e aquele que eventualmente já tenham saído do Estado, que sejam atraídos a retornarem. Estamos bastante confiantes de que, com os benefícios que estamos oferecendo, o RS terá condições de competir com outros Estados. Estamos dizendo “fiquem no RS, ampliem suas plantas aqui, porque estamos garantindo melhores condições de competitividade”. Trata-se de um pacto setorial cooperativo, uma inovação que estamos trazendo. Faremos o monitoramento e estamos confiantes de que vai reverter para toda cadeia produtiva. Vamos estimular a atividade econômica e temos um ambiente de expectativa de crescimento que vai compensar esta renúncia de receita. Haveria perda de receita se assistíssemos aos benefícios fiscais oferecidos por outros Estados e nada fizéssemos”.

“É um percentual que torna o Estado competitivo”

Jaeger

Por Eduardo Jaeger 

Secretário-adjunto da Receita Estadual

“Foram meses de conversas, de construção conjunta. O pacto setorial não é um documento jurídico, é um compromisso entre as partes. O decreto entra em vigor em 1º de abril. O percentual de 4% foi até onde o Estado pôde ir. É um percentual que torna o Estado competitivo e vai passar por um processo de reavaliação. A intenção é que isso produza efeitos tais como gerar empregos, aumentar as operações realizadas dentro do Estado. Há mais de 20 anos a indústria calçadista vinha sofrendo com a alta carga tributária. Novos Estados estão entrando no processo, desonerando esta indústria. Agora, vivemos uma guerra fiscal convalidada, dentro do espírito da Lei Complementar 160, em que os Estados vão ter de retirar os benefícios concedidos à iniciativa privada até 2032. Depois desta data, somente com aprovação do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária). É uma indústria que emprega bastante, tem uma boa representatividade na economia gaúcha, então, esperamos que as empresas voltem a contratar, a movimentar a cadeia produtiva, fornecedores… que as importações sejam realizadas pelo Estado do RS, então, tudo isso vai gerar ganho. As pessoas questionam se há uma renúncia fiscal, mas, teoricamente, esta renúncia será compensada pelo aumento da atividade econômica. Espera-se que, de imediato, a médio prazo, haja retorno das operações hoje no Espírito Santo. O benefício que estamos concedendo é válido pelo período de um ano (31 de março de 2021), para uma reavaliação”.

Escola de Sapateiros forma nova turma de profissionais

A quinta-feira, 23 de janeiro, foi de comemoração de conquistas para 25 novos sapateiros e nove especialistas em modelagem e CAD. Com auditório lotado de familiares, os formandos celebraram a certificação, oferecida pelo Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Calçados e Vestuário de Três Coroas (SindiSapateiros), Prefeitura Municipal de Três Coroas e Faccat – Faculdades Integradas de Taquara.
Esta foi a 21ª turma de sapateiros graduada pela iniciativa e a primeira turma a conquistar o certificado do módulo 2 e CAD. Em 2019, a Escola de Sapateiros completou dez anos colecionando histórias de superação, proporcionando novas oportunidades e mantendo a vocação sapateira da região. Com estas turmas, já são 791 alunos qualificados desde o início do projeto, que também conta com dezenas de parceiros do mercado.
PRÓXIMAS TURMAS
Já estão abertas as inscrições para o próximo Curso de Sapateiros, cujo início das aulas está marcado para 2 de março e também para o Curso de Modelagem – Módulo I, que tem início marcado para 16 de março. Interessados podem entrar em contato com o SICTC, pelo (51) 3546-1346 ou pelo e-mail lucas@sindicatotrescoroas.com.br.

 

Performance do Estande Três Coroas Shoes na Couromoda tem crescimento de 148,44%

Com um expositor a mais do que em 2019, o Estande Três Coroas Shoes na Couromoda foi sucesso total nesta edição de 2020. Durante os três dias da mostra, que ocorreu de 13 a 15 de janeiro, o Expo Center Norte, foram comercializados 102.786 pares para o mercado interno e 9.856 para clientes estrangeiros, acréscimo de 166,3% e 44,94%, respectivamente, no comparativo com o ano anterior. No total de pares, de 45.398 em 2019, o grupo pulou para 112.642, um crescimento de 148,44%.

“Ficamos muito contentes, porque esta foi a edição com o maior número de empresas desde o início do projeto e porque o volume de negócios foi muito superior. Foram três dias bastante produtivos e percebemos que com um dia a menos o foco é nos negócios e a feira se torna mais efetiva”, avalia o executivo-comercial do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC), Juliano Mapelli.

Participaram do evento as marcas Aline Melo, Ana Flex, Andine, Eléia, Infinitu´s, Stéphanie Classic, Valentina e Variettá.

Outro dado positivo contabilizado pela gestão do SICTC foi o da abertura de novos clientes. Foram 66, um incremento de 57,14% se comparados os contatos de 2019, quando ocorreram 42.

Para a Variettá, esta edição da Couromoda foi 30% melhor do que o ano anterior. Houve abertura de novos clientes, principalmente no exterior. Só da Bolívia, foram sete. O Equador também foi outro país com grande fluxo de compradores. “Fechamos negócio até com um lojista da Guiana Francesa”, conta a estilista da marca, Gracieli Carvalho. A fabricante produz 600 pares/dia e tem como diferenciais um DNA bastante marcante, com plataformas, saltos, cores vibrantes, além de numeração especial.

O próximo compromisso do Estande Três Coroas Shoes é na 40 Graus, que ocorre de 3 a 5 de fevereiro, no Centro de Convenções de João Pessoa, na Paraíba.

Fotos: Divulgação

 

Curso ensina cronometragem e cronoanálise

Em parceria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI), o Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) promove, dias 18 e 19 de fevereiro de 2020, o curso Cronometragem e Cronoanálise.
O objetivo da qualificação é desenvolver melhorias nos processos de trabalho, determinando a capacidade padrão e, com isso, permitindo que o PCP, produção e custos, tenham as informações precisas para executarem suas atividades com mais eficácia.
No programa do curso estão objetivos e importância da cronometragem e cronoanálise, conceitos de cronometragem, avaliação do desempenho de um processo, determinação do tempo padrão, aplicações do tempo padrão, cálculo da capacidade instalada de produção, carga de máquina e mão de obra, cálculo de indicadores de produtividade, balanceamento de linha e nivelamento, além de exercícios práticos.
A carga horária é de 8 horas e o instrutor é o engenheiro mecânico João Antônio Pires Rodrigues. Também formado em Administração de Empresas, ele tem mestrado em Engenharia de Produção.
O investimento é de R$ 310,00 para sócios e não-sócios pagam R$ 500,00.
O curso ocorre nas dependências do SICTC (Rua Duque de Caxias, 90, bairro Vila Nova, em Três Coroas), das 18h30 às 22h30.
Outras informações e inscrições em (51) 3546-1346 ou no link http://bit.ly/2REtsfM.

Ano começa com otimismo moderado e projeção de crescimento de até 2,5%

“Otimismo moderado” para 2020. Assim definiu a expectativa do mercado em relação a este ano que se inicia o presidente do Conselho Deliberativo Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Caetano Bianco Neto, em coletiva realizada durante a Couromoda, mostra calçadista que ocorreu de 13 a 15 de janeiro, no Expo Center Norte, na capital paulista.
Ele menciona que, em 2019, havia expectativas muito positivas, mas o atraso de reformas estruturais importantes, caso da Previdência, acabou frustrando um pouco. “O fato é que, para não ter de rever a estimativa de crescimento, ainda mais para baixo, estamos sendo um pouco mais conservadores nas projeções”, disse Neto, que ainda brincou: “Melhor estourar a meta do que dizer que não a alcançamos”. No início de 2019, a meta de crescimento do setor chegava a 3,4%, número que foi revisto para entre 1,1% e 1,8% no último trimestre do ano. “Não foi um ano ruim, mas poderia ter sido melhor. O certo é que parou de piorar”, afirmou, ressaltando que a confiança, tanto do mercado quanto do consumidor, segue em elevação com o novo momento econômico brasileiro.
Já para o presidente-executivo da entidade máxima do calçado brasileiro, Haroldo Ferreira, o comportamento das exportações foi determinante para que 2019 se mantivesse em crescimento. “O mercado externo puxou as exportações, especialmente em função do aumento dos embarques para os Estados Unidos, resultado direto da guerra comercial instalada entre o país norte-americano e a China”, avaliou, ressaltando que no período, em função das sobretaxas às importações da China, os compradores estadunidenses buscaram calçados em países alternativos ao gigante asiático, favorecendo o Brasil, maior produtor de calçados do Ocidente.

BALANÇO DE 2019
Em 2019, os embarques cresceram 0,9% em volume e registraram queda de 0,9% em receita no comparativo com 2018. “Porém, em função do dólar valorizado ao longo do ano, tivemos um incremento de 7% em reais, um resultado positivo importante”, acrescentou. Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram embarcados ao exterior 114 milhões de pares por US$ 967 milhões.

PROJEÇÕES PARA 2020
Para 2020, o setor espera crescer entre 2% e 2,5%. Porém, diferentemente do ano passado, esse número deve ser puxado pelo desempenho no mercado interno, que absorve mais de 85% da produção de calçados (de mais de 950 milhões de pares por ano). Já no mercado externo, a percepção é de que Estados e China estão “se acertando” e que o setor de calçados deve retornar aos patamares anteriores de embarques para o país norte-americano, historicamente o principal destino do calçado brasileiro além-fronteiras.
Outro fator que deve seguir prejudicando o desempenho no mercado internacional é a crise da Argentina e o retorno da onda protecionista que toma força naquele país. No último dia 10 de janeiro, entrou em vigor um decreto do governo argentino que alterou o prazo das licenças não automáticas para importação de uma série de produtos brasileiros, entre eles calçados. A partir da data, são 90 dias, não mais 180 dias, o prazo de autorização para a entrada do produto em território argentino, isso após o preenchimento do chamado SIMI, um sistema de monitoramento de importações exigido pelo governo local. “É mais um complicador para as exportações de calçados, mas não chega a ser surpresa, pois quando assumiu o novo governo, de viés mais protecionista, sabíamos que poderiam voltar essas dificuldades”, disse Ferreira. Atualmente, a Argentina é o segundo destino do calçado brasileiro no exterior e, portanto, tem um impacto significativo na balança comercial do setor.

READEQUAÇÕES DO ICMS MENCIONADAS
A melhor projeção, para os calçadistas, está no mercado doméstico, que parece começar a reagir, depois de anos de demanda reprimida. “Acreditamos que o incremento das vendas no mercado doméstico deva impulsionar o resultado de 2020”, frisou o executivo, que também saudou medidas como a redução do ICMS para calçados nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, alguns dos maiores produtores do segmento no Brasil. “O fato também terá impacto importante na competitividade do calçado desses dois estados”, comemorou Ferreira.

A COUROMODA
O Estande Três Coroas Shoes na Couromoda teve a participação de oito fabricantes: Aline Melo, Ana Flex, Andine, Eléia, Infinitu´s, Stéphanie Classic, Valentina e Variettá. O resultado dos negócios gerados a partir do evento deve ser consolidado nos próximos dias.

Estande Três Coroas com oito fabricantes na Couromoda 2020

Oito fabricantes associados ao Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) estarão no Estande Três Coroas Shoes na Couromoda 2020, que ocorre de 13 a 15 de janeiro, no Expo Center Norte, na capital paulista. São eles Aline Melo, Ana Flex, Andine, Eléia, Infinitu´s, Stéphanie Classic, Valentina e Variettá. Também do polo de Três Coroas, a Cecconello expõe no evento, porém, em estande individual. A mostra calçadista abre o calendário de feiras deste ano apresentando a lojistas do Brasil e do exterior os lançamentos para a temporada outono-inverno 2020 de mais de 2 mil marcas. O Estande Três Coroas Shoes estará na Avenida 1 45, com uma área total de 377 metros quadrados. 

Executivo comercial do SICTC, Juliano Mapelli diz que a participação do Estande Três Coroas Shoes na Couromoda sempre rende bons resultados. “É uma feira com forte presença de lojistas principalmente da região sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também tem um histórico de reunir muitos importadores, o que é uma oportunidade para nossos fabricantes abrirem novos mercados no exterior”, detalha ele. Outro ponto favorável para os negócios, enfatiza Mapelli, é a necessidade de o varejo repor estoques pós-festas de fim de ano.

BOAS EXPECTATIVAS PARA 2020 

Novos projetos e a expectativa de que, em 2020, a economia, de fato, reaqueça, movem a Andine em direção a um novo ano muito próspero. A diretora comercial Paula Schmidt considera a participação da fabricante em feiras uma estratégia fundamental para os negócios. “É uma vitrine de apresentação da nova coleção. Nesta Couromoda, em especial, vamos com um gás renovado. Apresentaremos novos projetos sem perder nossa essência”, avisa ela.

O novo projeto da Andine é uma coleção customizada, desenvolvida em parceria com a apresentadora gaúcha Patricia Poeta. Batizada de P.Poeta by Andine, a marca será vendida por e-commerce diretamente ao consumidor final e também estará disponível para lojistas. Cores exclusivas para sola e forro foram cuidadosamente selecionadas. “Estamos muito confiantes nesta parceria. Como nos disse a própria Patricia, “as mulheres vão se apaixonar””, aposta Paula.  

A Andine estará no Estande Três Coroas Shoes com 200 modelos. Entre as tonalidades de modelagens clássicas, muitas das quais com perfume dos anos 1970, predominam os terrosos, o vermelho, o verde, o azul, além de um toque sutil de metalizados coloridos.

Fotos: Arquivo/SICTC

Conquista histórica para o calçado gaúcho: governo assina decreto que readequa ICMS para 4%

Uma conquista histórica para o calçado gaúcho. Foi assinado na manhã desta sexta-feira, 27 de dezembro, o decreto que redimensiona o ICMS praticado sobre a indústria do calçado no RS. A alíquota, que hoje, conforme a transação, fica em média em 12%, passa para 4% a partir de abril de 2020. A medida busca garantir maior competitividade ao setor e representa a realização de um pleito histórico para a cadeia. No mesmo ato, o governador Eduardo Leite assinou decretos semelhantes que beneficiam os segmentos de microcervejarias, eletroeletrônicos, estruturas metálicas e cereais. Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Três Coroas (SICTC), Joel Brando Klippel, trata-se da maior conquista das últimas décadas. “Voltamos ao cenário nacional com a força que nunca deveríamos ter perdido. Mantivemos nosso espaço no mercado mundial graças aos esforços no aprimoramento do design e da qualidade do nosso calçado”, descreve, ao mencionar que a proximidade com a carga tributária praticada em outros polos permite afirmar que veremos a retomada pujante e consistente do calçado feito no Estado.
O decreto entra em vigor nos próximos 90 dias e terá validade de 12 meses, podendo ser prorrogado a partir dos resultados que o governo espera, como geração de emprego e retomada do crescimento. Kippel comenta que, hoje, o lojista deixa de comprar o produto feito no Estado por conta do alto custo no comparativo ao que adquire de fabricantes de outros polos. “Vemos um cenário de crescimento, sim. Trata-se de um programa bastante rigoroso, com contrapartidas, metas, e vamos poder melhorá-lo no próximo ano”, acrescenta o dirigente. Kippel elogia a sensibilidade desta gestão à frente do governo do Estado em promover a retomada da produtividade, amenizando a alta carga tributária que tanto massacrou as empresas. “Foi um ano de extensa negociação para chegarmos a este pacto. Temos de ser efetivos no crescimento e no retorno de empresas que deslocaram operações para outros Estados. Ele também elogia a atuação da equipe da Secretaria Estadual da Fazenda, da Receita Estadual e dos deputados Dalciso Oliveira e Issur Koch, incansáveis na articulação da iniciativa.

LEITE ACREDITA EM CRESCIMENTO ECONÔMICO PARA 2020
Em coletiva de imprensa, Leite disse que os decretos buscam estimular a atividade econômica no RS. “Temos uma expectativa de crescimento econômico para 2020 que, associada às medidas que anunciamos hoje, vão compensar esta renúncia de receita. Na verdade, haveria perda de receita se nada fizéssemos diante dos incentivos fiscais oferecidos por outros Estados. Perderíamos empresas e é isso que queremos impedir. Acreditamos, inclusive, no incremento de negócios e na ampliação de plantas produtivas”, analisa o governador.

BEBECÊ RETOMA 100% DAS OPERAÇÕES PARA O RS
A Bebecê, maior produtora de calçados de Três Coroas/RS, com 22 mil pares dia, por conta dos incentivos fiscais oferecidos pelo Estado do Espírito Santo, transporta 90% de sua produção (os 10% restantes ficam para redes de lojas no RS) para um centro de distribuição em Cariacica, de onde os pares partem para todo País com um imposto operacional de 1%. “Sou gaúcho, a empresa nasceu aqui, nossos negócios estão aqui e fomos forçados a abrir uma distribuidora no Espírito Santo. Já estou há dez anos junto nesta batalha. Não queremos privilégio, queremos igualdade”, declara o do diretor-presidente da Bebecê, Analdo Moraes. Ele afirma que, a partir do decreto, retornará 100% da distribuição para o RS nos próximos dias. “Estamos animados com isso e, inclusive, projetando crescer, gerar empregos. É disso que eu gosto, desenvolver, crescer e ter liberdade para isso. Incertezas dificultam as decisões e entendo que estamos de volta no jogo. Vai ser um grande passo para o Estado, trata-se de uma atitude inteligente do governo, porque vai gerar emprego e renda, muito maior do que poderia deixar de ser arrecadado”, elogia ele.

CONTRAPARTIDAS
Assessor jurídico dos sindicatos das indústrias de Três Coroas e Igrejinha e um dos articuladores do movimento pela equiparação tributária, Valmor Biason diz que há pelo menos oito anos dirigentes sindicais pleiteiam mudanças na carga tributária sobre o calçado gaúcho. Ele projeta que, caso não fosse tomada a atitude de readequar os tributos, a indústria calçadista gaúcha acabaria nos próximos 50 anos.
O decreto prevê que a indústria cumpra contrapartidas tais como a aquisição de, no mínimo, 50% de insumos produzidos no Estado; 100% das importações através de estabelecimentos aduaneiros localizados no RS; manutenção de, no mínimo, 90% dos empregos, considerando-se como base a média dos últimos 12 meses em relação à média anualizada do mês de apuração; apropriação do crédito somente para as empresas que efetuarem o pagamento do ICMS até o final do mês do vencimento, e empresas, inclusive participantes de grupos econômicos, aderentes ao benefício não poderão realizar transferências de produtos prontos para outros Estados para posterior venda.

SICTC e parceiros distribuem doces em comunidades de Três Coroas

Crianças e idosos de Três Coroas viveram a emoção de receber a visita do Papai Noel (na verdade, cinco papais-noéis!) neste domingo, 15 de dezembro. A equipe do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC), associados e os parceiros Pi-Lanches e MT Máquinas uniram-se para distribuir em torno de 1 mil kits de doces. Os kits foram viabilizados por meio de contribuições arrecadadas na festa de encerramento do SICTC e por doações do próprio sindicato.
A caravana passou pela Linha 28, Pinheirinhos, Morro do Raul, Centro, Asmutc, Linha Café, Mauá, Moreira, Mundo Novo 3, além do Asilo Bom Pastor e do Instituto Santíssima Trindade, espalhando alegria e doçura ao longo do trajeto.

 

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