Estande Três Coroas Shoes na Zero Grau é o maior desde a criação do projeto

No primeiro dia da feira, também ocorre o relançamento do Selo Empresa Verde

A edição de 2019 da Zero Grau – Feira de Calçados e Acessórios que ocorre de 18 a 20 de novembro, no Serra Park, em Gramado/RS, será um marco na trajetória do Três Coroas Shoes. Trata-se do maior estande já realizado, tanto em quantidade de empresas, quanto em metragem. São 374 metros quadrados de área total, onde estarão reunidas as marcas Aline Melo, Ana Vitória, Andine, Cia Perfeita, Eléia, Ipadma, Infinitu´s, Mulher Sofisticada, Parabela, Stéphanie Classic, Vanittà e Variettá. Todas apresentarão ao mercado suas coleções para a temporada outono-inverno 2020.

Outra novidade desta edição é que, no dia 18, às 18h, será relançado o Selo Empresa Verde, certificação concedida pelo Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) aos seus associados. Os empresários do polo que participarem do encontro serão convidados a assinar um termo de adesão, comprometendo-se a cumprir os parâmetros dispostos no regulamento.

O Estande Três Coroas Shoes terá dois novos participantes nesta edição. São eles Parabela e Ana Vitória. Empresa de calçados femininos com capacidade produtiva de 100 mil pares/mês, a Ana Vitória fabrica também as marcas Ana Flex e Angel Flex. São mais de 30 linhas de produto, com diferenciais de conforto e numeração que vai do 33 ao 43. “A partir desta edição da Zero Grau, iniciamos uma parceria com o SICTC para consolidarmos cada vez mais nossas marcas no mercado, pois acreditamos na força da união”, diz a responsável pela área comercial da Ana Vitória, Ani Bertoldi.

ÓTIMAS EXPECTATIVAS 

Executivo-comercial do SICTC, Juliano Mapelli diz que a expectativa não poderia ser melhor em relação a esta edição da Zero Grau. “Temos um número muito bom de clientes confirmados para a feira, tanto do mercado interno quanto externo. Com mais marcas, nosso estande acaba se tornando mais visível e atrativo aos lojistas”, considera ele. Outro fator que garante um fluxo constante de compradores no Estande Três Coroas são as ações realizadas no pré-feira. Produzida em parceria com o Grupo Sinos, a Revista Três Coroas Shoes é entregue aos visitantes antes e durante o evento. “É uma ferramenta que desperta a curiosidade do lojista, que já fica por dentro dos lançamentos das marcas de nossos associados”, considera Mapelli.

O Estande Três Coroas Shoes fica no Corredor J, número 1006.

Foto: reprodução 

Estado deve anunciar nos próximos  dias como atenderá pleito do ICMS

Uma comitiva de representantes de sindicatos calçadistas do RS e da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha entregou, nesta terça-feira, 29 de outubro, na Secretaria Estadual da Fazenda, documento que formaliza a entrega do pleito ICMS Igual para Todos. Nele constam o resumo das reivindicações e as assinaturas de todos sindicatos e associações envolvidos na mobilização. Conforme o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC), Joel Brando Klippel, nos próximos dias o governo gaúcho deverá anunciar de que maneira poderá atender às demandas, a cada dia mais urgentes, da indústria calçadista do RS. A expectativa é que, à medida em que forem cumpridas as contrapartidas asseguradas pelos calçadistas, o Estado concederá mais benefícios.

No último dia 24 de outubro, os deputados Dalciso de Oliveira e Issur Koch, acompanhados do assessor jurídico Valmor Biason, reuniram-se com o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves, e técnicos da Receita gaúcha, para apresentação das contrapartidas das indústrias gaúchas, uma demanda que havia sido solicitada no primeiro encontro com o subsecretário, no dia 16 de setembro. Ele abriu a reunião falando da necessidade de um pacto setorial abrangente, incluindo faturamento, empregos, geração de ICMS, dentre outros aspectos. Explicou que há necessidade de justificar o incentivo para a sociedade e para o Tribunal de Contas.

AS CONTRAPARTIDAS DAS INDÚSTRIAS

Entre as contrapartidas apresentadas estão a aquisição de, no mínimo, 50% de insumos produzidos no Estado; 90 % das importações através de estabelecimentos aduaneiros localizados no RS; manutenção de, no mínimo, 90% dos empregos, considerando-se como base a média dos últimos 12 meses em relação à média anualizada do mês de apuração; apropriação do crédito somente para as empresas que efetuarem o pagamento do ICMS até o final do mês do vencimento; empresas, inclusive participantes de grupos econômicos, aderentes ao benefício não poderão realizar transferências de produtos prontos para outros Estados para posterior venda; empresas, inclusive participantes de grupos econômicos, aderentes ao benefício, devem dar preferência ao Estado em relação aos investimentos em ativo fixo.

Biason fez a explanação do pleito e das contrapartidas e a equipe da Receita entendeu que o percentual de 50% de aquisição de insumos do RS é baixo. O assessor jurídico expôr que o principal problema é o couro, que não tem produção interna suficiente. Houve a possibilidade, então, de avançar para um percentual de 70% se forem excluídos o couro e os insumos que não têm produção no Estado. O governo também pede a manutenção integral dos empregos, condição que, conforme avalia Biason, pode ser prejudicial para muitos negócios, por conta da produção ser bastante cíclica.

A transferência de mercadorias para o Espírito Santo também foi assunto do encontro. Biason afirmou que as empresas que adotam essa prática voltarão a fazer as operações pelo RS.

Neves mencionou que a Receita Estadual fará estudos e que a ideia é “calibrar” o crédito presumido, informando que “talvez” não seja para chegar nos 3%, o que, na avaliação de Biason, é um claro indicativo de que o governo não pensa exatamente na equiparação, mas numa aproximação do incentivo de SC.

“De forma geral, nossa impressão é de que teremos alguns avanços na formatação do crédito presumido, mas ficou claro que a Secretaria Estadual da Fazenda quer compromissos objetivos dos calçadistas e que isso será objeto de um pacto setorial”, acrescenta Biason.

Fotos: Divulgação 

Estado quer pacto setorial abrangente para conceder equiparação do ICMS

O pleito pela igualdade tributária do setor coureiro-calçadista do RS aos demais polos brasileiros teve novo avanço no último dia 24 de outubro. Os deputados Dalciso de Oliveira e Issur Koch, acompanhados do assessor jurídico Valmor Biason, reuniram-se com o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves, e técnicos da Receita gaúcha, para apresentação das contrapartidas das indústrias gaúchas, uma demanda que havia sido solicitada no primeiro encontro com o subsecretário, no dia 16 de setembro. Ele abriu a reunião falando da necessidade de um pacto setorial abrangente, incluindo faturamento, empregos, geração de ICMS, dentre outros aspectos. Explicou que há necessidade de justificar o incentivo para a sociedade e para o Tribunal de Contas.

AS CONTRAPARTIDAS DAS INDÚSTRIAS
Entre as contrapartidas apresentadas estão a aquisição de, no mínimo, 50% de insumos produzidos no Estado; 90 % das importações através de estabelecimentos aduaneiros localizados no RS; manutenção de, no mínimo, 90% dos empregos, considerando-se como base a média dos últimos 12 meses em relação à média anualizada do mês de apuração; apropriação do crédito somente para as empresas que efetuarem o pagamento do ICMS até o final do mês do vencimento; empresas, inclusive participantes de grupos econômicos, aderentes ao benefício não poderão realizar transferências de produtos prontos para outros Estados para posterior venda; empresas, inclusive participantes de grupos econômicos, aderentes ao benefício, devem dar preferência ao Estado em relação aos investimentos em ativo fixo.
Biason fez a explanação do pleito e das contrapartidas e a equipe da Receita entendeu que o percentual de 50% de aquisição de insumos do RS é baixo. O assessor jurídico expôr que o principal problema é o couro, que não tem produção interna suficiente. Houve a possibilidade, então, de avançar para um percentual de 70% se forem excluídos o couro e os insumos que não têm produção no Estado. O governo também pede a manutenção integral dos empregos, condição que, conforme avalia Biason, pode ser prejudicial para muitos negócios, por conta da produção ser bastante cíclica.
A transferência de mercadorias para o Espírito Santo também foi assunto do encontro. Biason afirmou que as empresas que adotam essa prática voltarão a fazer as operações pelo RS.
Neves mencionou que a Receita Estadual fará estudos e que a ideia é “calibrar” o crédito presumido, informando que “talvez” não seja para chegar nos 3%, o que, na avaliação de Biason, é um claro indicativo de que o governo não pensa exatamente na equiparação, mas numa aproximação do incentivo de SC.
“De forma geral, nossa impressão é de que teremos alguns avanços na formatação do crédito presumido, mas ficou claro que a Secretaria Estadual da Fazenda quer compromissos objetivos dos calçadistas e que isso será objeto de um pacto setorial”, acrescenta Biason.

Couromoda apresenta pesquisa sobre  comportamento dos lojistas em encontro no SICTC

Nesta segunda-feira, dia 28 de outubro, a partir das 19h, no Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC), ocorre a apresentação dos resultados da pesquisa realizada pela Couromoda sobre o comportamento dos lojistas na feira. Interessados em participar devem confirmar presença pelo e-mail contato@sindicatotrescoroas.com.br ou pelo telefone (51) 3546-1346.
Os varejistas que participaram do estudo foram selecionados entre os mais de 8 mil de todos os estados brasileiros que visitaram as duas últimas edições da Couromoda. Qual o comportamento do lojista diante de estandes fechados que exigem identificação na porta? A realização de seminários durante a feira é positiva para a visitação? Qual é o real interesse em comprar pronta-entrega na Couromoda? Qual o momento ideal para receber as coleções de inverno? O varejo precisa de lançamentos de alto-verão na Couromoda para entrega nos primeiros meses do ano? As respostas a estas e outras questões serão detalhadas no evento, que será comandado pelo diretor do Fórum Couromoda, Airton Dias.

PRÓXIMAS AÇÕES
Na oportunidade, também serão divulgadas as ações que a Couromoda está desenvolvendo para ampliar ainda mais a presença de lojistas e importadores na edição de 2020, que ocorre de 13 a 15 de janeiro, no Expo Center Norte, na capital paulista.
O diretor geral da Couromoda, Jeferson Santos, juntamente com o presidente do SICTC, Joel Brando Klippel, esperam a presença de um grande contingente de empresários, interessados em contar com dados qualificados para buscar a assertividade em seus planos para a presença na próxima Couromoda. O roteiro de apresentações já passou pelas cidades de Jaú, Birigui e Franca, em São Paulo.

Projeto Três Coroas Shoes participa de primeira missão internacional

Criado em 2015 para fortalecer as marcas do polo, o projeto Três Coroas Shoes embarca para sua primeira missão internacional. De 11 a 13 de novembro, sete marcas preparam seus mostruários para participar da Missão Comercial Peru, showroom que ocorrerá em Lima, capital peruana. A Missão, que conta com o apoio do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC), é uma promoção do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Confirmaram participação as marcas Andine, Bebecê, Cecconello, Eléia, Stéphanie Classic, Valentina e Werner.

“É uma demanda de nossos associados ampliarmos a participação do Três Coroas Shoes para além das fronteiras do Brasil”, explica Juliano Mapelli, executivo comercial do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC. Ele conta que desde o primeiro semestre vinham sendo estudadas maneiras de oportunizar o contato de fabricantes do polo com o mercado externo em formato coletivo. Profissionais de empresas locais que já acumulam experiência com clientes internacionais auxiliaram na definição desta primeira missão.

Num total, serão 23 fabricantes brasileiros, sete deles de Três Coroas, todos devidamente identificados com o selo do projeto. Atualmente, muitos dos fabricantes da região já mantêm negócios com o Peru e o objetivo é ampliar a presença do calçado de Três Coroas naquele país. Além da presença no showroom, os fabricantes também têm acesso a um seminário preparatório, reuniões agendadas por serviço de matchmaking (organizadas pela Abicalçados), visitas ao mercado local e Photocall, ação de imagem com jornalistas peruanos.

POTENCIAL COMPRADOR

Conforme informações da Inteligência de Mercado da Abicalçados, o Peru é o 7º maior comprador do calçado Made in Brazil. De janeiro a setembro deste ano, foram embarcados 3,3 milhões de pares. “É um mercado a ser explorado, especialmente diante da previsão de crescimento superior a 4% do PIB para 2019”, enfatiza Mapelli.

Para o lojista peruano, o Brasil é considerado um lançador de tendências em calçado e é comum encontrá-los em feiras e eventos calçadistas daqui. A data escolhida para promover o showroom também é considerada positiva. “É o momento de compra deles. Como é uma negociação mais morosa, vimos como positiva a proximidade com a Zero Grau (evento lançador das coleções de inverno 2020, marcado para 18 a 20 de novembro, em Gramado/RS). O lojista conhece o produto e estreita relações com nossos fabricantes lá e vem fechar pedidos aqui”, avalia o executivo do SICTC.

Cada expositor leva em torno de 60 a 80 modelos, todos já parte das coleções que serão exibidas na Zero Grau.

APOIO DO SICTC

Além da mobilização para viabilizar a participação das empresas do polo no evento, o projeto Três Coroas Shoes se responsabiliza pelas demandas operacionais dos expositores, além de oferecer subsídio de US$ 100 para cada empresa. Outros US$ 100 serão subsidiados pela Prefeitura de Três Coroas. Este será o primeiro de quatro showrooms previstos no Peru. Para 2020, a ideia é que o projeto leve fabricantes do polo para mais três eventos internacionais.

Foto: Michel Pozzebon

Governador visita sede do SICTC e diz que pleito do ICMS é “justo e legítimo”

Quase um ano depois de encontrar-se com líderes empresariais do Vale do Paranhana na sede do SICTC, ainda na condição de candidato ao chefe do Executivo gaúcho, o agora governador do Estado, Eduardo Leite, volta a Três Coroas, diante de um auditório lotado, para falar sobre o que ele e sua equipe têm feito pelo setor. O reencontro ocorreu na sexta-feira, 18 de outubro, quando Leite foi recepcionado por alunos da Escola de Sapateiros, projeto que em 2019 comemora dez anos.
Os empresários demonstraram preocupação com o cenário atual: em 2007, a indústria calçadista gaúcha representava 40% do valor gerado pela produção nacional. Uma década depois, a participação do RS caiu para 29%.
Diante deste quadro, há um ano o Movimento Pró-Calçado RS lançou a campanha “ICMS Igual para Todos”, cujo principal pleito é a equiparação da carga tributária com o Estado de Santa Catarina, onde o segmento calçadista encontra-se em plena expansão (saiba mais aqui https://icmsigualparatodos.com/)

IMPORTÂNCIA ECONÔMICA
O governador disse que a demanda é “justa e legítima”. Leite destacou, ainda, que a Secretaria da Fazenda não tem a missão de resolver as questões do governo, mas de atender as necessidades dos setores produtivos. “A Secretaria da Fazenda está aberta para discutir com os setores produtivos e os empreendedores a política tributária do Estado. Isso é uma novidade. A nossa postura agora é sentar à mesa. Criamos um programa chamado Receita 2030 não apenas para reduzir alíquotas, mas para simplificar a relação com o contribuinte”, acrescentou. Ele também disse que o setor é visto como de extrema importância para a economia gaúcha, dada a mão de obra intensiva que demanda. “Por isso, ele merece ser olhado com atenção a partir de estímulos da redução de impostos”, sinalizou.
Para o presidente do SICTC, Joel Brando Klippel, o governador foi muito explícito em se colocar sensível à necessidade de igualdade fiscal em relação ao restante do País. “Estamos muito próximos de conseguir alcançar o pleito, estou seguro disso”, afirmou ele.

PRESENTE ESPECIAL
Durante o encontro, Leite foi presenteado com um par de calçados, produzido pelos alunos da Escola de Sapateiros.
Também participaram da agenda o deputado federal Lucas Redecker e os deputados estaduais Dalciso Oliveira e Issur Koch.

IMG-20191018-WA0110Fotos: Leonardo Behling

Começa neste domingo, 6 de outubro, a Semana do Calçado 2019

Começa domingo, 6, e segue até o dia 10 de outubro, a Semana do Calçado 2019. Na programação, ações diárias, promovidas por Sebrae, IBTeC, Abrameq, Abicalçados, Couromoda, Fenac/Fimec, Assintecal e CICB.
Todas as ações são abertas – cada entidade é responsável pelo seu evento. As inscrições podem ser feitas direto nas entidades participantes ou site www.semanadocalcado.com.br.

O IBTeCHDAY, maratona tecnológica realizada para colher ideias inovadoras para o sistema calçadista, abre as atividades. Durante todo o domingo, 6, grupos de estudantes e profissionais que já atuam no mercado estarão na sede do Instituto, em Novo Hamburgo/RS, apresentando soluções para desafios propostos por indústrias do setor.
A premiação para o projeto vencedor serão passagens aéreas para o Vale do Silício, na Califórnia/USA, para até três integrantes do grupo solucionador. Para a segunda melhor proposta, a premiação serão passagens aéreas e inscrições para a Campus Party, que ocorre anualmente em São Paulo – também para até três pessoas.
Ainda dá tempo de se inscrever para todas as atividades e conferir a programação em www.semanadocalcado.com.br.
A Semana do Calçado é uma iniciativa do IBTeC e Sebrae, que visa promover a competitividade e sustentabilidade setorial. A proposta é trazer temáticas como produtividade, inovação, sustentabilidade e novas tecnologias como forma de repensar a matriz produtiva, quebrando paradigmas e buscando soluções para superar as lacunas tecnológicas ainda existentes.

Projeto Pés no Futuro revela aos jovens as oportunidades que o calçado oferece

Atento às necessidades do arranjo produtivo em que está inserido, o Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) abraçou uma ideia que pretende mostrar aos jovens estudantes do município as oportunidades que o setor oferece para quem se interessa por inovação, tecnologia e está disposto a buscar conhecimento. É o projeto Pés no Futuro, uma iniciativa da estilista Brune Bernardi, 24 anos, que desde os 16 vive o dia a dia da indústria de sua família, a Divalesi.

Estudante de pós-graduação em Moda e Inovação em Processos para as Indústrias Calçadistas e de Artefatos na Universidade Feevale, em Novo Hamburgo, ela desenvolvia um projeto sobre os pilares da sustentabilidade (social, econômico e ambiental) quando surgiu a ideia. “Todos em Três Coroas vivem do calçado, inclusive o entorno depende desta indústria, mas muitos têm vergonha de dizer que vivem disso. Eu gosto de ver o lado positivo das coisas sempre. Tudo está em transformação, não só a indústria calçadista. Por isso vi que o projeto criado nas aulas da pós poderia virar realidade”, conta ela. Este clima negativo despertou em Brune a vontade de buscar, além do SICTC, a Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Três Coroas para apoiar a proposta e levá-la até estudantes do 9º ano da rede pública municipal.

O Pés no Futuro consiste em uma apresentação multimídia, com vídeos que apresentam inovações em funcionamento em indústrias da cidade, tais como máquinas de corte a laser, softwares para desenvolvimento de saltos, solados, matrizes, programação de robôs, entre outros. Também são exibidos para os estudantes depoimentos de jovens profissionais que desempenham papéis importantes dentro de fábricas. Brune questiona o público sobre quais escolhas profissionais pretendem fazer e indica caminhos possíveis na produção, administração, desenvolvimento, comercial e marketing das empresas. “Nosso foco é relacionar possibilidades e oportunidades presentes no universo dos calçados”, detalha ela.

TRANSFORMAÇÃO TECNOLÓGICA
Presidente do SICTC, Joel Brando Klippel considera o projeto Pés no Futuro uma iniciativa maravilhosa. “O objetivo principal é mostrar como é lindo, prazeroso e rentável fazer calçados. Existem diversas áreas de engenharia que o setor dispõe para o trabalho desses jovens que gostam dessa realidade de transformação tecnológica. Assim, mostramos que o calçado não deve ser a última opção do jovem, mas sim a primeira, pois o vale é rico nessa vocação e permite uma vida e futuro confortáveis”, enfatiza Klippel. Ele também atenta para o fato de que se trata de uma jovem falando para outros jovens. “A Brune, idealizadora do projeto, pode falar com muita propriedade sobre o assunto pois ela é a segunda geração de uma empresa sólida da cidade, criou-se dentro da fábrica, tem curso superior e seguirá o ofício”, acrescenta o dirigente.

Para conhecer mais detalhes do projeto e contatar a organização, acesse: www.pesnofuturo.com.br/.

Movimento pela redução do ICMS sobre o calçado do RS ganha novo fôlego

O movimento ICMS Igual Para Todos retorna com força e, agora, com o engajamento dos deputados estaduais Dalciso Oliveira e Issur Koch, além de Lucas Redecker, na esfera federal, está próximo de conseguir, junto ao governo do Estado, a tão pleiteada redução da alíquota do ICMS praticado sobre o calçado gaúcho.
Em encontro nesta segunda-feira, 16 de setembro, na Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira, acenou com a possibilidade de conceder, nos próximos meses, de maneira gradual ou única, a diminuição do imposto estadual sobre o sapato produzido no RS, que hoje é de 12%, para alcançar os 3% praticados no Estado de Santa Catarina. “Realmente, vivemos um momento histórico. É a primeira vez que um governo, nestes últimos anos, fala em redução das alíquotas”, comenta o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC), Joel Brando Klippel.

MOVIMENTO ICMS IGUAL PARA TODOS
Lançado há um ano, o movimento ICMS Igual Para Todos foi desencadeado por líderes sindicais e empresários gaúchos, sensibilizados pelos frequentes fechamentos de empresas e recorrentes demissões de operários deste setor. Segundo informações apuradas pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), em uma década (2007 a 2017), foram encerrados 1 mil CNPJs e fechados mais de 30 mil postos de trabalho. Historicamente, trata-se do maior empregador dentro da indústria de transformação, absorvendo 14% do estoque de empregados (87,9 mil pessoas em 2018), conforme dados do IBGE.

OCIOSIDADE DA INDÚSTRIA JÁ CHEGA A 30%
Em termos de faturamento, em 2007, a indústria calçadista gaúcha representava 40% do valor gerado pela produção nacional. Após uma década, segundo informações do IBGE, esta participação caiu para 29%. “A ociosidade da indústria sapateira do RS atingiu 30%. São milhares de máquinas guardadas embaixo de lonas”, aponta Klippel, consciente da necessidade de um trabalho conjunto. “O secretário quer a contrapartida das entidades e dos empresários. O setor precisa se comprometer a cumprir com a sua parte, fazer sua lição de casa para voltar a gerar empregos e recuperar clientes que deixaram de comprar o calçado gaúcho em função do preço”, alerta o dirigente. Para isso, conforme Klippel, um pacto será firmado, com a criação de uma Câmara Setorial, que com reuniões mensais, fará análise dos impactos da medida na recuperação da competitividade e geração de emprego das indústrias.

REAÇÃO IMEDIATA
O presidente do SICTC acredita que a reação da indústria será imediata. “Se forem derrubados 8% (percentual que cai caso o ICMS do RS seja equiparado ao de SC) das planilhas dos fabricantes, o cliente volta. É um desconto que ninguém mais consegue dar”, considera Klippel, para quem a guerra fiscal entre os Estados precisa acabar.

GUERRA FISCAL
Enquanto a indústria calçadista gaúcha encolhia, as políticas públicas praticadas pelo Estado de Santa Catarina fizeram o arranjo produtivo local deslanchar. Em fevereiro de 2011, o governo estadual autorizou a apropriação de crédito presumido do ICMS para as indústrias calçadistas, para que a tributação efetiva de ICMS nas saídas internas seja de 3% do valor da operação. Essa medida teve um impacto de 8% no preço dos calçados catarinenses. Já em vendas interestaduais, por exemplo, o aproveitamento de crédito presumido em substituição aos créditos efetivos do imposto é de 75% nas saídas tributadas à alíquota de 12%, o que equivale a um crédito presumido de 9% sobre a base de cálculo, enquanto os calçadistas gaúchos têm a possibilidade de aplicar uma alíquota interna de 12% devido ao diferimento parcial e um aproveitamento de crédito presumido interestadual de apenas 8,5% sobre o valor do ICMS devido na operação, o que equivale, por exemplo, nas saídas tributadas à alíquota de 12%, a um crédito presumido de apenas 1,2% sobre a base de cálculo atual.
Com isso, a indústria do Estado vizinho acumulou crescimento de 132% entre 2007 e 2017, conforme estudos da Abicalçados com base em dados apurados pelo IBGE. “Há lojistas que nem vêm mais ao nosso Estado, optam por participar de feiras e visitar fornecedores de outras regiões”, compara o presidente do SICTC.

ENTENDA OS NÚMEROS
– A indústria calçadista do Rio Grande do Sul representa 11,2% do PIB (Valor Adicionado) da indústria de transformação, apesar da perda de 7 pontos percentuais entre 2007 e 2017;
– O setor, historicamente, é o maior empregador dentro da indústria de transformação, absorvendo 14% do estoque de empregados (87,9 mil pessoas em 2018);
– Em 2007, a indústria calçadista gaúcha representava 40% do valor de produção nacional. Após uma década (em 2017) essa participação caiu para 29%

Fonte: Abicalçados e IBGE