História

História do Calçado

Existem evidências que mostram que a história do sapato começa a partir de 10.000 a. C., ou seja, no final do período paleolítico (pinturas desta época em cavernas na Espanha e no sul da França fazem referência ao calçado).

Entre os utensílios de pedra dos homens das cavernas existem vários que serviam para raspar as peles, o que indica que a arte de curtir é muito antiga.

Nos hipogeus (câmaras subterrâneas usadas para enterros múltiplos) egípcios, que têm idade entre 6 e 7 mil anos, foram descobertas pinturas que representavam os diversos estados do preparo do couro e dos calçados.

Nos países frios o mocassim é o protetor dos pés e nos países mais quentes a sandália ainda é a mais usada. As sandálias dos egípcios eram feitas de palha, papiro ou de fibra de palmeira.

 

O Calçado no Vale do Paranhana

A história do calçado em nossa região remete ao ano de 1825, quando aportou no Brasil uma leva de imigrantes alemães trazendo consigo o então menino, Heinrich Fauth, com apenas 2 anos de idade.

Aos 8 anos de idade Heinrich já trabalhava como diarista. Aos 12 teve que servir no lugar de seu padrasto como soldado dos Republicanos ou Farrapos. Serviu durante 5 anos. Foi aí, entre um embate e outro, que o menino aprendeu o ofício de fabricante de chinelos e tamancos. Após a guerra civil, veio residir no Mundo Novo para criar seus filhos com honra. Tornou-se o primeiro sapateiro de Santa Maria do Mundo Novo. Inúmeros reivindicaram esse título sem saberem que houve tão valente homem aqui.

Residindo desde 1856 na antiga colônia de Santa Maria do Mundo Novo, Henrich Fauth conseguiu riqueza e poder exercendo a profissão que hoje rege os destinos econômicos de todo o Vale do Paranhana.

(esta pesquisa foi realizada no livro “A Saga dos Alemães – do Hunsrück para Santa Maria do Mundo Novo” volume I de Erni Engelmann.)

 

O Calçado em Três Coroas

Segundo o livro “Rainha do Paranhana” de Elmer Walter Krieser, as primeiras tentativas de industrialização em Três Coroas datam da época de 1870, quando Guilherme Sauer fundou um curtume e um estabelecimento de fabricação de artigos de couro.

Esta modesta tentativa transformaria-se num marco para Três Coroas, mudando o rumo econômico do futuro município. A semente lançada por este pioneiro vingou e frutificou, iniciando mais tarde a “Era do Couro”, no Vale do Santa Maria.

Em 1881, quando se realizou a Exposição Brasileira-Alemã em Porto Alegre, promovida pelo esforço de Karl Von Koseritz, Três Coroas, a então Santa Maria do Mundo Novo, já estava representada, tendo exposta grande variedade de artigos, principalmente os da indústria de couro.

A primeira fábrica de calçados em Três Coroas foi fundada por Edvino Sauer em sociedade com Armindo Volkart no ano de 1922 no prédio onde hoje encontramos a Farmácia Paranhana.

À época de sua emancipação política, em 1959, segundo historiador Armindo Lauffer, Três Coroas já contava com 9 fábricas de calçados.

 

História do Sindicato

As indústrias do setor calçadista da cidade criaram sua entidade em setembro de 1978, com o nome de Associação Profissional da Indústria de Calçados de Três Coroas. Seu objetivo, além de congregar os associados e defender seus direitos e interesses econômicos, era também prestar serviços à comunidade.

A transformação em sindicato aconteceu em 19 de junho de 1981, com 43 empresas associadas. Atualmente, são 92, todas de pequeno e médio porte.

Serviços aos associados

  • Defesa de direitos e interesses junto aos três poderes.
  • Gerenciamento de resíduos industriais.
  • Cursos técnicos, independentes ou em parceria com outras entidades.
  • Palestras.
  • Convênios com o SESI, para lazer, assistência médica, odontológica e assistência social.
  • Organização de stands coletivos em feiras, a preços subsidiados, em parceria com o poder público e outras entidades.
  • Assistência jurídica trabalhista, fiscal e tributária.
  • Produção de informativos.
  • Consultas de crédito.

Serviços à comunidade

  • Palestras de conscientização ecológica em escolas e entidades comunitárias.
  • Apoio à locação de residências para servidores da segurança pública.
  • Apoio ao projeto de prevenção ao uso de drogas, da Brigada Militar e Lions Club de Três Coroas.
  • 2001 – Patrocínio do livro “Nossas Raízes”, contando a história do município.
  • 2001 – Show beneficente, com ingresso em alimentos para entidades filantrópicas e famílias carentes.
  • 2000 – Apoio à Câmara da Indústria Comércio e Serviços do Vale do Paranhana, para instalação de Corpo de Bombeiros Regional.
  • 1999 – Obras de terraplenagem do Centro de Atividades do SESI.
  • 1995 – Campanha para equipar a Brigada Militar.
  • 1994 – Apoio à informatização do Fórum de Igrejinha/RS, que atende o município de Três Coroas.
  • 1989 – Apoio à criação de Cooperativa de Alimentos pelo Sindicato dos Trabalhadores.
  • 1989 – Parceria com a Prefeitura Municipal na obra de ampliação e modernização dos serviços telefônicos.
  • 1982 – Construção de prédio para novas agências bancárias no município.