Direção do SICTC reúne-se para tomar medidas de precaução ao Covid-19

A diretoria do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) reuniu-se, na manhã de quarta-feira, 18 de março, para debater medidas que contribuam para a contenção do avanço do vírus Covid-19 e também para avaliar cenários para este momento delicado. Entre as orientações, foram sugeridas a concessão de férias para mulheres grávidas e pessoas com mais de 60 anos e férias ou dispensa para mães que não tiverem onde deixar seus filhos a partir de segunda-feira, dia 23, quando as escolas de Três Coroas estarão fechadas.
Os empresários participantes do encontro também foram orientados a encaminhar funcionários que apresentarem sintomas similares aos do coronavírus a uma consulta médica. Caso, na consulta, o profissional da saúde indicar que é preciso monitoramento, este funcionário deverá permanecer em casa por sete dias e retornar para reavaliação.
A higienização das empresas também foi pauta da reunião. Foi orientada limpeza três vezes ao dia de trincos de portas, corrimões, banheiros, além do fornecimento de copos descartáveis nos bebedouros. Para quem depende do transporte coletivo, a lotação máxima será de metade da capacidade dos veículos e os mesmos passarão por higienização antes e depois das viagens.
Informativos sobre o coronavírus serão disponibilizados aos departamentos de Recursos Humanos das companhias, para que os anexem aos murais e relógios-ponto. Também foi definida a restrição da entrada de fornecedores e visitantes que são de fora do quadro funcional. Colaboradores com funções administrativas cujas atividades possam ser executadas de maneira remota também estão sendo orientados a trabalhar de suas residências.
Presidente do SICTC, Joel Brando Klippel está ciente da gravidade do cenário e enfatiza que, até o momento, nenhuma empresa suspendeu suas atividades.

Expositores do SICTC satisfeitos com a Fimec 2020

Mostra rendeu bons negócios às empresas de componentes do polo de Três Coroas

A participação dos associados do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) na 44ª edição da Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes, foi considerada bastante proveitosa. O evento foi realizado de 10 a 12 de março, na Fenac, em Novo Hamburgo/RS, com presença das empresas Ambiente Verde, Brocker, Cia Legbá/Pravage, Injetlickz, Maflan, Multicromo e Ssalttec.

A localização privilegiada foi um dos fatores mais elogiados pelos empresários, diferencial viabilizado pela parceria do SICTC com o Projeto Fornece, uma iniciativa conjunta da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae RS), do Movimento em Prol do Vale e, agora, também do SICTC, com apoio dos municípios de Campo Bom, Igrejinha e Novo Hamburgo.

Há mais de 20 anos no mercado de componentes para calçados, Josué Marinho Schell é diretor da Pravage/Cia Legbá. A companhia encarou diversas mudanças ao longo deste período. Começou produzindo escalas, passou para as tiras, pinturas, até que, em 2008, deu início à produção de enfeites injetados e com acabamento metalizado. “Identificamos uma carência de mercado. Muitas empresas da região precisavam ir a Caxias do Sul cromar saltos e passamos a fazer isso em nossa empresa, em Três Coroas”, conta Schell, filho de pais sapateiros.
Uma das novidades que mais chamou a atenção dos visitantes foi um lançamento produzido em parceria com a Villaget, marca de calçados e acessórios sustentáveis criada em Novo Hamburgo/RS. Trata-se de uma palmilha comfort reciclada, resultado da transformação de tênis descartados pelos consumidores da grife em uma “massa” única, que reaproveita tudo no processo. “Percebemos que o público gostou bastante. Vai render ótimas parcerias para ambas empresas. E já estou trazendo este mesmo conceito de produção para uma linha de enfeites reciclados”, avisa ele, para quem a visitação foi ótima. “Estar em um espaço aberto, com várias áreas de passagem, ajudou bastante. A parceria com o Projeto Fornece foi ótima”, elogia Schell.

Quem também percebeu o maior foco dos visitantes em efetivar parcerias foi Mateus Weber, responsável pela pesquisa e desenvolvimento da Ssalttec, empresa especialista em injetados termoplásticos. Entre os produtos de maior interesse estavam as matrizes bicolores, que produzem solados neste estilo. “Atendemos muitos argentinos, que gostam deste tipo de material”, conta ele. Por ser mais complexa e de difícil produção, a companhia especializou-se e hoje consegue oferecer o que chama de “atendimento express”, modalidade em que consegue entregar a peça-piloto em 30 dias e, após aprovada, produzir o pedido em 45 dias. “Estamos nos tornando referência neste processo”, comenta Weber.

SICTC participa da 44ª Fimec com sete expositores

SICTC participa da 44ª Fimec com sete expositores 

Grupo fará parte do estande do Projeto Fornece 2020, no pavilhão 1, corredor D/E 

A 44ª edição da Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes, que ocorre de 10 a 12 de março, na Fenac, em Novo Hamburgo/RS, marca o início de uma importante parceria para o Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC). Nesta que será a terceira participação do polo no evento, as sete empresas confirmadas compartilharão espaço com outras indústrias, dentro do Projeto Fornece. Trata-se de uma ação conjunta da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha, do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae RS), do Movimento em Prol do Vale e, agora, também do SICTC, com apoio dos municípios de Campo Bom, Igrejinha e Novo Hamburgo.

“Foi um desejo mútuo, um “namoro” que começou na edição passada. Construímos essa parceria para agregar benefícios para ambas as partes”, detalha o executivo comercial do sindicato três-coroense, Juliano Mapelli. Para ele, as empresas do polo ganham mais visibilidade por conta do maior número de expositores concentrados no local (no total, serão 24 marcas) e pelo mix mais variado de produtos. Já o projeto beneficia-se pela força e representatividade que o SICTC tem junto ao mercado. Outro aspecto positivo da parceria é a redução no valor do investimento feito pelos expositores. “Foi possível reduzir em pelo menos 50% do que se pagou nas edições passadas e ainda teremos um espaço melhor estruturado”, pontua o executivo.
O SICTC estará representado na Fimec pelas empresas Ambiente Verde, Brocker, Cia Legbá/Pravage, Injetlickz, Maflan, Multicromo e Ssalttec.

VITRINE “MONUMENTAL”
Presidente do SICTC e gestor da Ssalttec e da Injetlickz, Joel Brando Klippel define a Fimec como “monumental”, pelo fato de reunir todas operações da cadeia coureiro-calçadista. “É uma vitrine de suma importância para todo e qualquer fornecedor, especialmente para as pequenas empresas, que não têm condições de participar de outros eventos deste porte fora do País”, considera ele. A parceria do SICTC com o Projeto Fornece, em sua avaliação, é uma grande conquista. “Estamos muito bem localizados e isso só aumenta nossa visibilidade. A expectativa não poderia ser mais positiva”, resume o dirigente.

ECONOMIA CIRCULAR
Sócio-diretor da Ambiente Verde, Alberto Luiz Wanner conta que a empresa está com sua capacidade produtiva ocupada. No entanto, entende que estar na Fimec é uma maneira de divulgar a empresa e promover a economia circular, já que o negócio nasceu a partir da transformação do passivo ambiental das indústrias da região em produtos como palmilhas, embalagens e materiais para ponto de venda. “Começamos em 2011 ao observarmos o descaso do mercado com os resíduos”, conta Wanner.
O Projeto Fornecedor estará no pavilhão 1, corredor D/E.

Legenda da imagem: 

Layout do estande Projeto Fornece, com marca do SICTC na fachada

Estande Três Coroas Shoes de olho no potencial do mercado nordestino

Oito fabricantes do polo de Três Coroas/RS embarcam para João Pessoa/PB para participar da 40 Graus – Feira de Calçados e Acessórios que ocorre de 3 a 5 de fevereiro, no Centro de Convenções da cidade. São eles Aline Melo, Ana Vitória, Eléia, Infinitu’s, Mulher Sofisticada, Valentina, Vanittà e Variettá. Todos estarão no Estande Três Coroas Shoes, localizado na Rua 4, nº 115.
Conforme dados apurados pela promotora do evento, a Merkator Feiras e Eventos, em 2019 as vendas no varejo do Norte e Nordeste cresceram bem acima da média nacional. De acordo com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre janeiro e novembro de 2019 o incremento nessas regiões foi de 1,2% em volume de vendas e de 2,6% em receita gerada. No cenário nacional, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou sua perspectiva de crescimento do Brasil em 2020, passando para 2,2%, 0,2 ponto percentual a mais do que no relatório de outubro.
Para o executivo-comercial do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC), Juliano Mapelli, mesmo sendo uma feira nova e ainda pequena, é bastante promissora e atende a um mercado muito grande. “São quase 60 milhões de consumidores entre Norte e Nordeste, então, há um imenso potencial a ser atendido”, sinaliza ele. O bom número de lojistas confirmados também anima o dirigente. “Participamos do processo de seleção e sabemos que, tanto para as cortesias aéreas quanto para as hospedagens há um bom contingente de varejistas interessados em estar no evento”, aponta Mapelli. Ele lembra que, ano passado, quem participou aprovou e está retornando nesta edição.
Com em torno de 500 marcas em exposição, a direção do evento indica que são esperados 5 mil visitantes ao longo dos três dias da programação.
A 40 Graus conta com o apoio do Sindicato da Indústria de Calçados de Estância Velha, Sindicato da Indústria de Calçados de Ivoti, Sindicato da Indústria de Calçados de Igrejinha, Sindicato da Indústria de Calçados de Novo Hamburgo, Sindicato da Indústria de Calçados de Parobé, Sindicato da Indústria de Calçados de Sapiranga e Sindicato da Indústria de Calçados de Três Coroas.

“Era um peso morto que tínhamos de carregar”

Erno (3)

Por Erno Luis Feyh 

Presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Igrejinha 

“É absurdo, por exemplo, uma fábrica de Igrejinha que fosse vender um calçado para um lojista de Porto Alegre, mandar este sapato para o Espírito Santo e do Espírito Santo, retornar a Porto Alegre, para chegar mais barato do que se viesse diretamente de Igrejinha. É uma situação completamente anômala. E estas situações que queremos combater, para evitar que novas empresas fossem embora. Em 2014, quando a crise começou, nosso setor na cidade gerava em torno de 7 mil empregos. Hoje, são pouco mais de 3,5 mil. O impacto da recessão da economia foi muito grande. Se não fosse a situação favorável do câmbio, que segurou as exportações, seria muito pior. Com a retomada da economia, o humor de maneira geral melhora. Tivemos boas vendas no Natal e isso ajuda a indústria a se animar a investir. Era um peso morto que tínhamos de carregar e que poucos se dão conta do impacto que gera no emprego”.

“Agora, a competitividade passa a ser de produto”

Haroldo

Por Haroldo Ferreira 

Presidente-executivo da Abicalçados 

“Como temos representação nacional, auxiliamos todos os Estados nestes pleitos. Movimento similar a este que ocorreu em São Paulo (onde o ICMS foi, em novembro de 2019, de 7% para 3,5%) nós também apoiamos com dados, para que os sindicatos pudessem pleitear a mudança junto ao governo estadual. Nossa representação é nacional e, portanto, não entramos diretamente nesta briga fiscal. Os polos de São Paulo e RS eram os que estavam com suas cargas tributárias no modelo anterior. Os novos polos, Nordeste, Minas Gerais e Santa Catarina, já têm modelos mais atuais, com percentuais mais competitivos. Agora, o RS também conseguiu equalizar seu percentual, para diminuir a guerra fiscal que existe entre os polos. Com isso, todos ganham. A competitividade passa a ser de produto, de entrega, de atendimento, de serviço e não mais na questão tributária”.

“Estamos animados para voltar a crescer”

Analdo (2)

Por Analdo Moraes 

Diretor-presidente da Bebecê 

“Eu sou gaúcho, nasci aqui, nossos negócios estão até hoje aqui e a gente foi forçado a abrir uma distribuidora no Espírito Santo por incentivo de impostos. Já estou há dez anos neste projeto. Não queremos nenhum privilégio, queremos igualdade de impostos com outros Estados do Brasil. Com essa situação, agora, nossa empresa vai vir do Espírito Santo para cá já nos próximos dias e estamos animados, inclusive, a voltar a crescer no RS, gerar novos empregos… fazer aquilo que gostamos: desenvolver, crescer e ter liberdade pra isso. Estávamos, nos últimos anos, travados por conta de impostos, leis. Não conseguíamos saber o que aconteceria amanhã ou depois. O Rio Grande do Sul, agora, está de volta para o jogo e eu tenho certeza de que será um grande passo para o Estado. Foi uma atitude do governo que a gente tem de elogiar muito. Foi uma atitude inteligente. O Estado não vai perder com isso, muito pelo contrário, vai gerar emprego e renda. Será muito maior do que se deixaria de arrecadar. Hoje, a Bebecê produz 22 mil pares/dia e 90% deste volume vai para o Espírito Santo. Só ficava a produção destinada a atender ao mercado do RS. O RS ainda tem o cluster, o desenvolvimento e toda estrutura, mão de obra qualificada, tem uma cultura sapateira forte na região, e eu tenho certeza de que vamos crescer. Estamos muito animados”.

“Acredito na retomada”

Renato

Por Renato Klein 

Presidente do Sindicato da Indústrias de Calçados do Estado do RS (Sicergs) 

“Tudo começou na década de 1990, quando os Estados do Nordeste declararam guerra ao calçado do Sul, oferecendo ICMS zero e imposto de renda praticamente zero também. Aí começou um movimento de grandes empresas migrarem para Ceará, Bahia, por uma questão de competitividade. O calçado chinês já era uma realidade nesta época. Neste período, já buscávamos agenda com os governadores e nunca éramos ouvidos. O governador Eduardo Leite foi muito sensível quanto à nossa reivindicação. Por si só, o Estado também não podia fazer tudo. Outros polos conseguiram readequar o ICMS, como Santa Catarina, São Paulo, então alguma coisa precisava ser feita. Esta readequação chama a indústria de volta ou pelo menos evita que se perca mais indústrias para outros Estados. Acredito na retomada. Todo cluster está aqui e penso que, aos poucos, as empresas gaúchas devem voltar. Enquanto diretor industrial da Piccadilly (Igrejinha), estamos com nossa equipe revendo cálculos para avaliar as vantagens de termos a distribuição no Espírito Santo ou retornar ao RS. Não é minha área, mas acredito que teremos surpresas pela frente, também de outras empresas que estão lá”.

“Um novo caminho para os empresários”

Vicente

Por Paulo Vicente Bender 

Presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Dois Irmãos e da Bahia 

“O decreto traz um novo caminho para os empresários, no sentido de pensar em investimentos. Recebi a visita de empresários que estavam cogitando mudar suas unidades produtivas para a Bahia. Como os incentivos oferecidos para as empresas ainda está ampliado para até 2032, ainda é interessante. Seja pelo incentivo, como também pela facilidade da mão de obra. O projeto deles é agressivo. Estive, em final de outubro, com o superintendente da Secretaria de Desenvolvimento da Bahia, que esteve em visita no Sul, para buscar agora não só fábricas de calçados, como também de componentes. Eles querem criar o cluster que temos aqui. Eu acredito que, com a agilidade com que foi ajustado o modelo tributário do Estado do RS, a partir deste decreto, penso que este assédio deve parar. Agora, podemos pensar em voltar a investir. Nós da Carrano estamos repensando o tamanho de nossa fábrica em Dois Irmãos. Já tivemos quase 1,6 mil funcionários e hoje são 800. Na unidade em Santa Maria do Herval, em torno de 200. Nossa diretoria está repensando os investimentos no Estado da Bahia. O sapato mais caro do Brasil é o do RS e, com o decreto, isso pode mudar”.

“Trata-se de um pacto setorial cooperativo”

Eduardo (2)

Por Eduardo Leite 

Governador do Estado do RS 

“Estamos garantindo redução de impostos, o que vai ajudar a viabilizar melhores condições de competitividade. São benefícios fiscais concedidos já por outros Estados e nós não vamos ficar aqui assistindo a isso e atraindo negócios gaúchos para os quais somos vocacionados. Queremos que fiquem aqui e, mais do que isso, sejam estimulados a gerarem mais empregos, novos negócios, mais renda, e aquele que eventualmente já tenham saído do Estado, que sejam atraídos a retornarem. Estamos bastante confiantes de que, com os benefícios que estamos oferecendo, o RS terá condições de competir com outros Estados. Estamos dizendo “fiquem no RS, ampliem suas plantas aqui, porque estamos garantindo melhores condições de competitividade”. Trata-se de um pacto setorial cooperativo, uma inovação que estamos trazendo. Faremos o monitoramento e estamos confiantes de que vai reverter para toda cadeia produtiva. Vamos estimular a atividade econômica e temos um ambiente de expectativa de crescimento que vai compensar esta renúncia de receita. Haveria perda de receita se assistíssemos aos benefícios fiscais oferecidos por outros Estados e nada fizéssemos”.