Curso ensina cronometragem e cronoanálise

Em parceria com a Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha (ACI), o Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) promove, dias 18 e 19 de fevereiro de 2020, o curso Cronometragem e Cronoanálise.
O objetivo da qualificação é desenvolver melhorias nos processos de trabalho, determinando a capacidade padrão e, com isso, permitindo que o PCP, produção e custos, tenham as informações precisas para executarem suas atividades com mais eficácia.
No programa do curso estão objetivos e importância da cronometragem e cronoanálise, conceitos de cronometragem, avaliação do desempenho de um processo, determinação do tempo padrão, aplicações do tempo padrão, cálculo da capacidade instalada de produção, carga de máquina e mão de obra, cálculo de indicadores de produtividade, balanceamento de linha e nivelamento, além de exercícios práticos.
A carga horária é de 8 horas e o instrutor é o engenheiro mecânico João Antônio Pires Rodrigues. Também formado em Administração de Empresas, ele tem mestrado em Engenharia de Produção.
O investimento é de R$ 310,00 para sócios e não-sócios pagam R$ 500,00.
O curso ocorre nas dependências do SICTC (Rua Duque de Caxias, 90, bairro Vila Nova, em Três Coroas), das 18h30 às 22h30.
Outras informações e inscrições em (51) 3546-1346 ou no link http://bit.ly/2REtsfM.

Ano começa com otimismo moderado e projeção de crescimento de até 2,5%

“Otimismo moderado” para 2020. Assim definiu a expectativa do mercado em relação a este ano que se inicia o presidente do Conselho Deliberativo Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Caetano Bianco Neto, em coletiva realizada durante a Couromoda, mostra calçadista que ocorreu de 13 a 15 de janeiro, no Expo Center Norte, na capital paulista.
Ele menciona que, em 2019, havia expectativas muito positivas, mas o atraso de reformas estruturais importantes, caso da Previdência, acabou frustrando um pouco. “O fato é que, para não ter de rever a estimativa de crescimento, ainda mais para baixo, estamos sendo um pouco mais conservadores nas projeções”, disse Neto, que ainda brincou: “Melhor estourar a meta do que dizer que não a alcançamos”. No início de 2019, a meta de crescimento do setor chegava a 3,4%, número que foi revisto para entre 1,1% e 1,8% no último trimestre do ano. “Não foi um ano ruim, mas poderia ter sido melhor. O certo é que parou de piorar”, afirmou, ressaltando que a confiança, tanto do mercado quanto do consumidor, segue em elevação com o novo momento econômico brasileiro.
Já para o presidente-executivo da entidade máxima do calçado brasileiro, Haroldo Ferreira, o comportamento das exportações foi determinante para que 2019 se mantivesse em crescimento. “O mercado externo puxou as exportações, especialmente em função do aumento dos embarques para os Estados Unidos, resultado direto da guerra comercial instalada entre o país norte-americano e a China”, avaliou, ressaltando que no período, em função das sobretaxas às importações da China, os compradores estadunidenses buscaram calçados em países alternativos ao gigante asiático, favorecendo o Brasil, maior produtor de calçados do Ocidente.

BALANÇO DE 2019
Em 2019, os embarques cresceram 0,9% em volume e registraram queda de 0,9% em receita no comparativo com 2018. “Porém, em função do dólar valorizado ao longo do ano, tivemos um incremento de 7% em reais, um resultado positivo importante”, acrescentou. Entre janeiro e dezembro do ano passado, foram embarcados ao exterior 114 milhões de pares por US$ 967 milhões.

PROJEÇÕES PARA 2020
Para 2020, o setor espera crescer entre 2% e 2,5%. Porém, diferentemente do ano passado, esse número deve ser puxado pelo desempenho no mercado interno, que absorve mais de 85% da produção de calçados (de mais de 950 milhões de pares por ano). Já no mercado externo, a percepção é de que Estados e China estão “se acertando” e que o setor de calçados deve retornar aos patamares anteriores de embarques para o país norte-americano, historicamente o principal destino do calçado brasileiro além-fronteiras.
Outro fator que deve seguir prejudicando o desempenho no mercado internacional é a crise da Argentina e o retorno da onda protecionista que toma força naquele país. No último dia 10 de janeiro, entrou em vigor um decreto do governo argentino que alterou o prazo das licenças não automáticas para importação de uma série de produtos brasileiros, entre eles calçados. A partir da data, são 90 dias, não mais 180 dias, o prazo de autorização para a entrada do produto em território argentino, isso após o preenchimento do chamado SIMI, um sistema de monitoramento de importações exigido pelo governo local. “É mais um complicador para as exportações de calçados, mas não chega a ser surpresa, pois quando assumiu o novo governo, de viés mais protecionista, sabíamos que poderiam voltar essas dificuldades”, disse Ferreira. Atualmente, a Argentina é o segundo destino do calçado brasileiro no exterior e, portanto, tem um impacto significativo na balança comercial do setor.

READEQUAÇÕES DO ICMS MENCIONADAS
A melhor projeção, para os calçadistas, está no mercado doméstico, que parece começar a reagir, depois de anos de demanda reprimida. “Acreditamos que o incremento das vendas no mercado doméstico deva impulsionar o resultado de 2020”, frisou o executivo, que também saudou medidas como a redução do ICMS para calçados nos estados de São Paulo e Rio Grande do Sul, alguns dos maiores produtores do segmento no Brasil. “O fato também terá impacto importante na competitividade do calçado desses dois estados”, comemorou Ferreira.

A COUROMODA
O Estande Três Coroas Shoes na Couromoda teve a participação de oito fabricantes: Aline Melo, Ana Flex, Andine, Eléia, Infinitu´s, Stéphanie Classic, Valentina e Variettá. O resultado dos negócios gerados a partir do evento deve ser consolidado nos próximos dias.

Estande Três Coroas com oito fabricantes na Couromoda 2020

Oito fabricantes associados ao Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) estarão no Estande Três Coroas Shoes na Couromoda 2020, que ocorre de 13 a 15 de janeiro, no Expo Center Norte, na capital paulista. São eles Aline Melo, Ana Flex, Andine, Eléia, Infinitu´s, Stéphanie Classic, Valentina e Variettá. Também do polo de Três Coroas, a Cecconello expõe no evento, porém, em estande individual. A mostra calçadista abre o calendário de feiras deste ano apresentando a lojistas do Brasil e do exterior os lançamentos para a temporada outono-inverno 2020 de mais de 2 mil marcas. O Estande Três Coroas Shoes estará na Avenida 1 45, com uma área total de 377 metros quadrados. 

Executivo comercial do SICTC, Juliano Mapelli diz que a participação do Estande Três Coroas Shoes na Couromoda sempre rende bons resultados. “É uma feira com forte presença de lojistas principalmente da região sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Também tem um histórico de reunir muitos importadores, o que é uma oportunidade para nossos fabricantes abrirem novos mercados no exterior”, detalha ele. Outro ponto favorável para os negócios, enfatiza Mapelli, é a necessidade de o varejo repor estoques pós-festas de fim de ano.

BOAS EXPECTATIVAS PARA 2020 

Novos projetos e a expectativa de que, em 2020, a economia, de fato, reaqueça, movem a Andine em direção a um novo ano muito próspero. A diretora comercial Paula Schmidt considera a participação da fabricante em feiras uma estratégia fundamental para os negócios. “É uma vitrine de apresentação da nova coleção. Nesta Couromoda, em especial, vamos com um gás renovado. Apresentaremos novos projetos sem perder nossa essência”, avisa ela.

O novo projeto da Andine é uma coleção customizada, desenvolvida em parceria com a apresentadora gaúcha Patricia Poeta. Batizada de P.Poeta by Andine, a marca será vendida por e-commerce diretamente ao consumidor final e também estará disponível para lojistas. Cores exclusivas para sola e forro foram cuidadosamente selecionadas. “Estamos muito confiantes nesta parceria. Como nos disse a própria Patricia, “as mulheres vão se apaixonar””, aposta Paula.  

A Andine estará no Estande Três Coroas Shoes com 200 modelos. Entre as tonalidades de modelagens clássicas, muitas das quais com perfume dos anos 1970, predominam os terrosos, o vermelho, o verde, o azul, além de um toque sutil de metalizados coloridos.

Fotos: Arquivo/SICTC

Conquista histórica para o calçado gaúcho: governo assina decreto que readequa ICMS para 4%

Uma conquista histórica para o calçado gaúcho. Foi assinado na manhã desta sexta-feira, 27 de dezembro, o decreto que redimensiona o ICMS praticado sobre a indústria do calçado no RS. A alíquota, que hoje, conforme a transação, fica em média em 12%, passa para 4% a partir de abril de 2020. A medida busca garantir maior competitividade ao setor e representa a realização de um pleito histórico para a cadeia. No mesmo ato, o governador Eduardo Leite assinou decretos semelhantes que beneficiam os segmentos de microcervejarias, eletroeletrônicos, estruturas metálicas e cereais. Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados de Três Coroas (SICTC), Joel Brando Klippel, trata-se da maior conquista das últimas décadas. “Voltamos ao cenário nacional com a força que nunca deveríamos ter perdido. Mantivemos nosso espaço no mercado mundial graças aos esforços no aprimoramento do design e da qualidade do nosso calçado”, descreve, ao mencionar que a proximidade com a carga tributária praticada em outros polos permite afirmar que veremos a retomada pujante e consistente do calçado feito no Estado.
O decreto entra em vigor nos próximos 90 dias e terá validade de 12 meses, podendo ser prorrogado a partir dos resultados que o governo espera, como geração de emprego e retomada do crescimento. Kippel comenta que, hoje, o lojista deixa de comprar o produto feito no Estado por conta do alto custo no comparativo ao que adquire de fabricantes de outros polos. “Vemos um cenário de crescimento, sim. Trata-se de um programa bastante rigoroso, com contrapartidas, metas, e vamos poder melhorá-lo no próximo ano”, acrescenta o dirigente. Kippel elogia a sensibilidade desta gestão à frente do governo do Estado em promover a retomada da produtividade, amenizando a alta carga tributária que tanto massacrou as empresas. “Foi um ano de extensa negociação para chegarmos a este pacto. Temos de ser efetivos no crescimento e no retorno de empresas que deslocaram operações para outros Estados. Ele também elogia a atuação da equipe da Secretaria Estadual da Fazenda, da Receita Estadual e dos deputados Dalciso Oliveira e Issur Koch, incansáveis na articulação da iniciativa.

LEITE ACREDITA EM CRESCIMENTO ECONÔMICO PARA 2020
Em coletiva de imprensa, Leite disse que os decretos buscam estimular a atividade econômica no RS. “Temos uma expectativa de crescimento econômico para 2020 que, associada às medidas que anunciamos hoje, vão compensar esta renúncia de receita. Na verdade, haveria perda de receita se nada fizéssemos diante dos incentivos fiscais oferecidos por outros Estados. Perderíamos empresas e é isso que queremos impedir. Acreditamos, inclusive, no incremento de negócios e na ampliação de plantas produtivas”, analisa o governador.

BEBECÊ RETOMA 100% DAS OPERAÇÕES PARA O RS
A Bebecê, maior produtora de calçados de Três Coroas/RS, com 22 mil pares dia, por conta dos incentivos fiscais oferecidos pelo Estado do Espírito Santo, transporta 90% de sua produção (os 10% restantes ficam para redes de lojas no RS) para um centro de distribuição em Cariacica, de onde os pares partem para todo País com um imposto operacional de 1%. “Sou gaúcho, a empresa nasceu aqui, nossos negócios estão aqui e fomos forçados a abrir uma distribuidora no Espírito Santo. Já estou há dez anos junto nesta batalha. Não queremos privilégio, queremos igualdade”, declara o do diretor-presidente da Bebecê, Analdo Moraes. Ele afirma que, a partir do decreto, retornará 100% da distribuição para o RS nos próximos dias. “Estamos animados com isso e, inclusive, projetando crescer, gerar empregos. É disso que eu gosto, desenvolver, crescer e ter liberdade para isso. Incertezas dificultam as decisões e entendo que estamos de volta no jogo. Vai ser um grande passo para o Estado, trata-se de uma atitude inteligente do governo, porque vai gerar emprego e renda, muito maior do que poderia deixar de ser arrecadado”, elogia ele.

CONTRAPARTIDAS
Assessor jurídico dos sindicatos das indústrias de Três Coroas e Igrejinha e um dos articuladores do movimento pela equiparação tributária, Valmor Biason diz que há pelo menos oito anos dirigentes sindicais pleiteiam mudanças na carga tributária sobre o calçado gaúcho. Ele projeta que, caso não fosse tomada a atitude de readequar os tributos, a indústria calçadista gaúcha acabaria nos próximos 50 anos.
O decreto prevê que a indústria cumpra contrapartidas tais como a aquisição de, no mínimo, 50% de insumos produzidos no Estado; 100% das importações através de estabelecimentos aduaneiros localizados no RS; manutenção de, no mínimo, 90% dos empregos, considerando-se como base a média dos últimos 12 meses em relação à média anualizada do mês de apuração; apropriação do crédito somente para as empresas que efetuarem o pagamento do ICMS até o final do mês do vencimento, e empresas, inclusive participantes de grupos econômicos, aderentes ao benefício não poderão realizar transferências de produtos prontos para outros Estados para posterior venda.

SICTC e parceiros distribuem doces em comunidades de Três Coroas

Crianças e idosos de Três Coroas viveram a emoção de receber a visita do Papai Noel (na verdade, cinco papais-noéis!) neste domingo, 15 de dezembro. A equipe do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC), associados e os parceiros Pi-Lanches e MT Máquinas uniram-se para distribuir em torno de 1 mil kits de doces. Os kits foram viabilizados por meio de contribuições arrecadadas na festa de encerramento do SICTC e por doações do próprio sindicato.
A caravana passou pela Linha 28, Pinheirinhos, Morro do Raul, Centro, Asmutc, Linha Café, Mauá, Moreira, Mundo Novo 3, além do Asilo Bom Pastor e do Instituto Santíssima Trindade, espalhando alegria e doçura ao longo do trajeto.

 

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Estande Três Coroas Shoes na Zero Grau fatura 20% a mais que em 2018

A melhor Zero Grau de todos os tempos. Assim resumiu a mostra a proprietária da Cia Perfeita, Queli Faiffer, uma das 12 empresas expositoras do estande Três Coroas Shoes na feira de calçados e acessórios realizada de 18 a 20 de novembro no Serra Park, em Gramado. Ela explica que percebeu o mercado mais aquecido do que nos anos anteriores, com clientes pechinchando menos e mais focados em buscar novidades para comercializar em suas lojas entre janeiro e fevereiro. “Nosso mix de produtos foi muito elogiado, porque temos desde a rasteira até a meia-pata”, acrescenta, ao contar que também lançou novas linhas de alto valor agregado, uma voltada ao mercado premium, com modelos em píton, e outra para noivas, ambas desenvolvidas em parceria com a estilista Vera Roloff. A empresa também abriu os primeiros clientes no mercado externo, em países da América Latina.
Os números apurados pelo Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) refletem o entusiasmo de Queli. Conforme o executivo comercial da entidade, Juliano Mapelli, foram comercializados pelo estande 117.788 pares, um crescimento de 46,8% na quantidade negociada e de 20,9% no valor total faturado (R$ 5.913.020,00) em relação ao evento de 2018, quando o espaço reuniu 11 expositores (um a menos que neste ano). Do total, 18% dos pares terão como destino o mercado externo.
A expectativa de negócios futuros, realizada com base nos contatos iniciados na Zero Grau, é ainda maior do que o faturado: R$ 6.703.000,00. O número de novos clientes abertos ao longo dos três dias de feira também é expressivo. Foram 119 contatos realizados pela primeira vez. A média comercializada pelos 12 participantes do estande foi de 9.816 pares, o que representou R$ 492.751,67 em faturamento. Por par, a média ficou em R$ 50,20.
“Tudo isso é reflexo da visibilidade que o projeto vem ganhando, seja por conta da nossa presença nas redes sociais, por meio da revista que publicamos, newsletter, whatsapp, distribuição de folders, e também pelo tamanho que estamos ganhando. Consolidamos a marca Três Coroas Shoes e, com isso, o lojista já chega na feira em busca do nosso espaço”, avalia Mapelli, ressaltando que este é o quarto ano de realização do projeto. “Também temos boas empresas reunidas em nosso espaço, com produtos de qualidade e design diferenciado. Isso contribui muito”, acrescenta ele.
Participaram do estande Três Coroas Shoes na Zero Grau as marcas Aline Melo, Ana Vitória, Andine, Cia Perfeita, Eléia, Ipadma, Infinitu’s, Mulher Sofisticada, Parabela, Stéphanie Classic, Vanittà e Variettá. O próximo evento com presença do estande Três Coroas Shoes é a Couromoda, que ocorre de 13 a 15 de janeiro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

REDES SOCIAIS
Acompanhe as novidades do Três Coroas Shoes no site do sindicato, www.sindicatotrescoroas.com.br, no Facebook, Instagram e agora também no Youtube, onde podem ser conferidos vídeos produzidos nas feiras de Gramado, making of de editoriais, além de produções institucionais.

Participação do Três Coroas Shoes em showroom no Peru considerada positiva

A primeira missão internacional do projeto Três Coroas Shoes ocorreu de 11 a 13 de novembro, em Lima, capital do Peru, de maneira satisfatória para todos participantes. Fizeram parte da comitiva as marcas Andine, Bebecê, Cecconello, Eléia, Stéphanie Classic, Valentina e Werner, apoiadas pelo Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC), responsável pelo suporte operacional. Trata-se de uma promoção do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). No total, 30 grifes nacionais participaram das rodadas de negócio. Este será o primeiro de quatro showrooms previstos no Peru. Para 2020, a ideia é que o projeto leve fabricantes do polo para mais três eventos internacionais.
Executivo comercial do SICTC, Juliano Mapelli acompanhou o grupo, juntamente com o presidente da entidade, Joel Brando Klippel, e considera a experiência muito positiva. “Todos ficaram bem satisfeitos. Bons clientes foram ao showroom, o que permitiu abrir novos contatos para o polo”, comenta Mapelli. Klippel se mostrou bastante entusiasmado com a escolha do Peru. “É um país organizado e com crescimento sólido de 120 meses consecutivos, com média ao ano de crescimento de 5%. Os peruanos importam 50% de seus calçados e consideram nossos produtos referência tanto em design como em conforto e qualidade”, aponta o dirigente, que acredita que, para aumentar os volumes de venda com aquele país, é preciso uma maior aproximação e exposição dos produtos três-coroenses.
Com 25 anos de experiência no mercado externo, o diretor da Stéphanie Classic, Fábio Spohr, foi um dos grandes incentivadores desta primeira investida do Três Coroas Shoes além-fronteiras. “Para quem está neste cenário internacional, trata-se de um caminho de sobrevivência das empresas. Mas é preciso ter em mente que negócios não se constroem da noite para o dia, temos de ser persistentes. O Peru é um país ainda em crescimento, talvez o único mais estável da América Latina. O dólar está subindo e ficará neste patamar alto, então, sem dúvida, abrir mercado externo é um ótimo caminho”, analisa Spohr.
Conforme levantamento realizado pela Abicalçados, as rodadas de negócios renderam a todos participantes da missão mais de 330 contatos com compradores locais, convidados através do serviço de matchmaking. A Missão teve, ainda, Seminário Preparatório, visita ao mercado local e ação de promoção de imagem, o Photocall.

SAIBA MAIS
Novo mercado-alvo do Brazilian Footwear no biênio 2019/2021, o Peru destaca-se por ser um país em constante crescimento, com elevação do PIB acima da média registrada nos demais países da América Latina – a previsão é de que o país cresça 4% ao ano até 2023. Para a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Paola Pontin, as projeções positivas da economia peruana e o potencial consumidor do mercado apontam para parcerias comerciais promissoras. “Durante as rodadas de negócios pudemos observar a sintonia entre as marcas brasileiras e os varejistas peruanos. Além disso, o nosso grupo era bem composto, tendo calçados de todos os segmentos, materiais e faixas de preço, o que auxiliou na prospecção e atração dos compradores”, frisa Paola. Prova do sucesso da ação pode ser vista nos resultados finais: a expectativa é de que sejam gerados mais de USD 3,55 milhões com a venda de aproximadamente 225 mil pares.

SEMINÁRIO PREPARATÓRIO
Além das rodadas de negócios, a Missão Comercial Peru contou com o Seminário Preparatório, realizado antes do showroom abrir suas portas. Durante toda a manhã do dia 11 de novembro, os empresários brasileiros puderam conhecer mais do mercado peruano, por meio de apresentações de Cauê Oliveira Fanha, da Embaixada do Brasil em Lima; Carlos Sánchez Badillo, do escritório da Apex-Brasil da América Latina; e de Iván Olaechea del Valle, diretor da Citecall Lima; bem como de Alice Rodrigues, coordenadora de Promoção de Imagem da Abicalçados, e Paola Pontin. Após o Seminário, as empresas fizeram visitas ao mercado.

 

SICTC confiante na redução do ICMS sobre o calçado do RS

Depois do anúncio da redução do ICMS de 7% para 3,5% da indústria do calçado no Estado de São Paulo, feito pelo governador João Dória nesta terça-feira, 26 de novembro, ao que tudo indica, o governador gaúcho, Eduardo Leite, está determinado a fazer valer a promessa de diminuir o imposto no RS também.
Joel Brando Klippel, presidente do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) e um dos líderes do movimento #ICMSIGUALPARATODOS, diz que ainda há um impasse quanto ao índice que será concedido. “Estamos pleiteando 3,5% a 4%, mas a Secretaria da Fazenda sugere iniciarmos a partir de 4,5% com redução gradual, à medida em que avancemos com os números de retomada do crescimento”, detalha ele, ciente de que o governo gaúcho não pode abrir mão de receita.
“Não queremos causar um problema para os cofres públicos. Muito pelo contrário, ao reduzir a alíquota para até 4%, o Estado, inclusive, irá recuperar tributos que hoje são faturados por grandes fabricantes gaúchos no Espírito Santo, onde a tributação para atacadistas é de 1%”, argumenta Klippel.
Diversas reuniões de trabalho vêm sendo realizadas com o intuito de chegar ao que seria a alíquota perfeita para incentivar estas empresas a voltar a faturar pelo Rio Grande do Sul. “Só estes fabricantes tributam R$ 2 bilhões por ano fora do RS. Com a revisão do índice do ICMS no Estado, não será mais vantajoso para eles fazer este movimento e, com isso, o governo gaúcho irá recuperar receita”, compara ele. As estimativas feitas pelo grupo de trabalho apontam para um retorno imediato de R$ 80 milhões em impostos aos cofres do Estado.

DECRETO SAI AINDA ESTE ANO
A minuta do pleito foi apresentada na quinta-feira passada, 21 de novembro, ao governador, que demonstrou muita pressa em dar andamento à pauta. “Ficou acordado com o próprio governador que o decreto será assinado ainda este ano”, informa Klippel, demonstrando otimismo com o desfecho positivo da demanda, determinante para a retomada da produção calçadista no Estado. Hoje, o ICMS praticado sobre a atividade calçadista no RS é de 12%.

Estande Três Coroas Shoes na Zero Grau é o maior desde a criação do projeto

No primeiro dia da feira, também ocorre o relançamento do Selo Empresa Verde

A edição de 2019 da Zero Grau – Feira de Calçados e Acessórios que ocorre de 18 a 20 de novembro, no Serra Park, em Gramado/RS, será um marco na trajetória do Três Coroas Shoes. Trata-se do maior estande já realizado, tanto em quantidade de empresas, quanto em metragem. São 374 metros quadrados de área total, onde estarão reunidas as marcas Aline Melo, Ana Vitória, Andine, Cia Perfeita, Eléia, Ipadma, Infinitu´s, Mulher Sofisticada, Parabela, Stéphanie Classic, Vanittà e Variettá. Todas apresentarão ao mercado suas coleções para a temporada outono-inverno 2020.

Outra novidade desta edição é que, no dia 18, às 18h, será relançado o Selo Empresa Verde, certificação concedida pelo Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC) aos seus associados. Os empresários do polo que participarem do encontro serão convidados a assinar um termo de adesão, comprometendo-se a cumprir os parâmetros dispostos no regulamento.

O Estande Três Coroas Shoes terá dois novos participantes nesta edição. São eles Parabela e Ana Vitória. Empresa de calçados femininos com capacidade produtiva de 100 mil pares/mês, a Ana Vitória fabrica também as marcas Ana Flex e Angel Flex. São mais de 30 linhas de produto, com diferenciais de conforto e numeração que vai do 33 ao 43. “A partir desta edição da Zero Grau, iniciamos uma parceria com o SICTC para consolidarmos cada vez mais nossas marcas no mercado, pois acreditamos na força da união”, diz a responsável pela área comercial da Ana Vitória, Ani Bertoldi.

ÓTIMAS EXPECTATIVAS 

Executivo-comercial do SICTC, Juliano Mapelli diz que a expectativa não poderia ser melhor em relação a esta edição da Zero Grau. “Temos um número muito bom de clientes confirmados para a feira, tanto do mercado interno quanto externo. Com mais marcas, nosso estande acaba se tornando mais visível e atrativo aos lojistas”, considera ele. Outro fator que garante um fluxo constante de compradores no Estande Três Coroas são as ações realizadas no pré-feira. Produzida em parceria com o Grupo Sinos, a Revista Três Coroas Shoes é entregue aos visitantes antes e durante o evento. “É uma ferramenta que desperta a curiosidade do lojista, que já fica por dentro dos lançamentos das marcas de nossos associados”, considera Mapelli.

O Estande Três Coroas Shoes fica no Corredor J, número 1006.

Foto: reprodução 

Estado deve anunciar nos próximos  dias como atenderá pleito do ICMS

Uma comitiva de representantes de sindicatos calçadistas do RS e da Associação Comercial, Industrial e de Serviços (ACI) de Novo Hamburgo, Campo Bom e Estância Velha entregou, nesta terça-feira, 29 de outubro, na Secretaria Estadual da Fazenda, documento que formaliza a entrega do pleito ICMS Igual para Todos. Nele constam o resumo das reivindicações e as assinaturas de todos sindicatos e associações envolvidos na mobilização. Conforme o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados, Componentes para Calçados de Três Coroas (SICTC), Joel Brando Klippel, nos próximos dias o governo gaúcho deverá anunciar de que maneira poderá atender às demandas, a cada dia mais urgentes, da indústria calçadista do RS. A expectativa é que, à medida em que forem cumpridas as contrapartidas asseguradas pelos calçadistas, o Estado concederá mais benefícios.

No último dia 24 de outubro, os deputados Dalciso de Oliveira e Issur Koch, acompanhados do assessor jurídico Valmor Biason, reuniram-se com o subsecretário da Receita Estadual, Ricardo Neves, e técnicos da Receita gaúcha, para apresentação das contrapartidas das indústrias gaúchas, uma demanda que havia sido solicitada no primeiro encontro com o subsecretário, no dia 16 de setembro. Ele abriu a reunião falando da necessidade de um pacto setorial abrangente, incluindo faturamento, empregos, geração de ICMS, dentre outros aspectos. Explicou que há necessidade de justificar o incentivo para a sociedade e para o Tribunal de Contas.

AS CONTRAPARTIDAS DAS INDÚSTRIAS

Entre as contrapartidas apresentadas estão a aquisição de, no mínimo, 50% de insumos produzidos no Estado; 90 % das importações através de estabelecimentos aduaneiros localizados no RS; manutenção de, no mínimo, 90% dos empregos, considerando-se como base a média dos últimos 12 meses em relação à média anualizada do mês de apuração; apropriação do crédito somente para as empresas que efetuarem o pagamento do ICMS até o final do mês do vencimento; empresas, inclusive participantes de grupos econômicos, aderentes ao benefício não poderão realizar transferências de produtos prontos para outros Estados para posterior venda; empresas, inclusive participantes de grupos econômicos, aderentes ao benefício, devem dar preferência ao Estado em relação aos investimentos em ativo fixo.

Biason fez a explanação do pleito e das contrapartidas e a equipe da Receita entendeu que o percentual de 50% de aquisição de insumos do RS é baixo. O assessor jurídico expôr que o principal problema é o couro, que não tem produção interna suficiente. Houve a possibilidade, então, de avançar para um percentual de 70% se forem excluídos o couro e os insumos que não têm produção no Estado. O governo também pede a manutenção integral dos empregos, condição que, conforme avalia Biason, pode ser prejudicial para muitos negócios, por conta da produção ser bastante cíclica.

A transferência de mercadorias para o Espírito Santo também foi assunto do encontro. Biason afirmou que as empresas que adotam essa prática voltarão a fazer as operações pelo RS.

Neves mencionou que a Receita Estadual fará estudos e que a ideia é “calibrar” o crédito presumido, informando que “talvez” não seja para chegar nos 3%, o que, na avaliação de Biason, é um claro indicativo de que o governo não pensa exatamente na equiparação, mas numa aproximação do incentivo de SC.

“De forma geral, nossa impressão é de que teremos alguns avanços na formatação do crédito presumido, mas ficou claro que a Secretaria Estadual da Fazenda quer compromissos objetivos dos calçadistas e que isso será objeto de um pacto setorial”, acrescenta Biason.

Fotos: Divulgação