
Por Erno Luis Feyh
Presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Igrejinha
“É absurdo, por exemplo, uma fábrica de Igrejinha que fosse vender um calçado para um lojista de Porto Alegre, mandar este sapato para o Espírito Santo e do Espírito Santo, retornar a Porto Alegre, para chegar mais barato do que se viesse diretamente de Igrejinha. É uma situação completamente anômala. E estas situações que queremos combater, para evitar que novas empresas fossem embora. Em 2014, quando a crise começou, nosso setor na cidade gerava em torno de 7 mil empregos. Hoje, são pouco mais de 3,5 mil. O impacto da recessão da economia foi muito grande. Se não fosse a situação favorável do câmbio, que segurou as exportações, seria muito pior. Com a retomada da economia, o humor de maneira geral melhora. Tivemos boas vendas no Natal e isso ajuda a indústria a se animar a investir. Era um peso morto que tínhamos de carregar e que poucos se dão conta do impacto que gera no emprego”.
